Belém Dia I – Manjar das Garças e Carimbó

O avião vem voando baixinho e aos poucos a paisagem vai tomando forma. Mato, mato, mato, mato. Durante muito tempo só o que se vê é a imensidão da floresta, que desemboca em um mundo de água de não tem mais fim.

Depois começam as palafitas, seguidas por muitas casas e pra minha surpresa um mar de prédios, que fazem contraste com os barcos de pesca que passam levando todo o tipo de ingrediente que se pode encontrar.

Daí você sai do avião e sente o calor. Mas não é um calor como aqueles que se sente por aqui, mas um calor diferente, que lhe abraça, embebe de suor e faz você começar a sorrir sem parar. Fora do aeroporto com os botões da camisa já quase todos abertos e abraçado pelo quente-doce-púrpura de laranja da cidade, você começa a se sentir bem. Quase assado, mas muito bem. E começa a sentir fome, o que me levou pra primeira mesa que me sentei na cidade.

O Marjar das Garças, onde fui e me acabei, é um restaurante que fica no Mangal das Garças, um lugar que une turismo e cultura dentro da cidade, além de ser uma área de preservação para a fauna e flora locais.

Além do restaurante, você pode ir a um mirante com vista para o rio e ficar observando todas as belezas que ele tem pra mostrar, desde os pássaros que são constantes no lugar até os pequenos seres que vivem na vegetação costeira e no rio e fazem parte da descomunal massa viva do lugar.

Melhor que ver, só comer, o que me pus a fazer em seguida. Entrando no restaurante, que é como uma taba indígena muito grande (aquela lá da primeira foto), vi que os pratos ficavam no sistema de bufê. Curioso que só, fui ver antes aquilo tudo que em pouco tempo ia fazer parte de mim e me fazer feliz pelo resto da tarde.

Tinha Pato no Tucupi forrado no Jambú

Farofa de Muçuã , que nada mais é que a carne de uma tartaruguinha muito pequena, catada e misturada na farinha d’agua

Filhote assado no Tucupi (uma pena que não dá pra encontrar esse peixe em São Paulo)

Bolinhos de Tambaqui, que desmanchavam na boca

Banana da Terra Assada, como eu nunca comi igual

E o mais gostoso palmito pupunha que já provei  (vai ver porque era pupunha MESMO)

O resultado foi um abraço de prato, bem depois de colocar os pés na cidade

E com o calor que estava, pedi um suco pra rebater. Esse era de Bacuri (ainda não tinha ficado viciado em Taperebá)

Comia e dava risada, comia e dava risada.  E esse era ainda a primeira tarde de tantas…

Depois era só sol, vento e Carimbó, num passeio de barco pelo rio Guajará.

Manjar das Garças

Parque Ambiental Mangal das Garças, Rua Dr. Assis S/Nº.

Belém – Pará

Telefone: (91) 3242.1056

De Terça à Sábado: 12h às 16h / 20h às 2h
Domingo: Somente almoço.

9 Comentários »

  1. É PARA MATAR DE VONTADE MESMO NÉ? OBRIGADA PELA DOSE EXAGERADA DE “SE MATEM PAULISTANOS ISSO QUE É PARAISO”! RSRSRSRSRSRSR
    LINDO DE VIVER

    Comentário por marilia souza — 17 de novembro de 2010 @ 13:19
  2. DIA 19-12 VOU PARA A BAHIA…UHUUUUUUUUUUUUUU
    VOU TIRAR UMAS FOTOS PARA TI!
    UM CHEIRO!

    P.S.: MAS EU QUERIA MESMO ERA EXPERIMENTAR O TAPEREBÁ!! RSRSRSRSRSS

    Comentário por marilia souza — 17 de novembro de 2010 @ 13:22
  3. Procura por lá! Certeza que você encontra Taperebá na Bahia!

    Comentário por Gustavo — 17 de novembro de 2010 @ 14:34
  4. Oi! Parece que a viagem foi mesmo incrivel. Mas tô com uma pulguinha aqui atrás da orelha. Você comeu tartaruguinha?

    Bj

    Comentário por Ani — 19 de novembro de 2010 @ 8:00
  5. Hey Ani! A viagem foi incrível! Pretendo voltar a Belém o mais rápido possível.

    Sim minha cara, eu comi tartaruguinha. Mas nada que as prejudique, não foram capturadas na natureza para virarem a mais gostosas farofa que eu já comi.
    Toda a produção de muçuã é controlada e fiscalizada pelo Ibama, pra que o animal não sofra risco de extinção.
    Sei que você deve estar pensando “mas são só tartaruguinhas!” e eu lhe respondo “mas elas são tãããããããoooo gostosas”. Você precisa provar.

    Beijos.

    Comentário por Gustavo — 19 de novembro de 2010 @ 10:50
  6. égua…um dia ainda vou morar nessa terra!!rs

    Comentário por Marcos Laercio — 20 de novembro de 2010 @ 17:26
  7. Oi Gustavo, primeiro li seu post sobre o Remanso do Peixe. Conheço o Thiago Castanho e já comi no restaurante dele algumas vezes. A comida é saborosíssima, vc tem toda razão. Fico feliz que vc tenha gostado da nossa terra, que tem a comida mais diversa e gostosa do mundo! Volte sempre.

    Abs,

    Helena Müller.

    Comentário por Helena Müller — 11 de janeiro de 2011 @ 17:19
  8. Oi Helena, tudo certo por aí?

    O Remanso do Peixe não é demais? É um lugar que eu adorei de coração. Pretendo voltar muito mais vezes como você.

    Belém do Pará é L-I-N-D-O! Acho que o único lugar onde o calor não azedou meu humor, tamanha a riqueza e diversidade de uma terra incrível, com um povo
    acolhedor e naturalmente simpático.

    Pretendo voltar sempre, pra sempre.

    Beijos.

    Comentário por Gustavo — 12 de janeiro de 2011 @ 9:54
  9. O Pará é tudo de bom! Morei em Santarém dois anos e meio, e aos poucos fui aprendendo a saborear a culinária paraense, até me apaixonar por sabores que só se encontra por lá. Por mais que aqui em Goiás eu tente adaptar, fica sempre aquele: “hum, se tivesse esse ou aquele ingrediente de lá”. Todos que comem acham excelente, mas para mim fica sempre faltado, e muito. O tucupi, a goma, o açai retirado na hora, o jambu fresquinho no mercado, o peixe barato, a farinha comprada diretamente de uma casa de farinha no caminho para Alter do Chão. Você soube retratrar direitinho o que se sente quando não é da terrinha, e come-se de sua iguaria.

    Comentário por Lilian — 9 de novembro de 2011 @ 13:01

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