Batata Frita: Uma outra ideia

Dá pra ser melhor do que já é? Eu pensava que não, até um dia desses.

A idéia pra melhorar veio quando…quando….Na verdade eu não faço a menor idéia. Acho que foram pensamentos separados que ficaram rolando dentro da minha cabeça em mementos diferentes, quicando e rebatendo de lá pra cá, mas que se encontraram no final.

Como uma imagem vale mais que mil palavras (e nesse caso você vai entender por que) é mais fácil eu explicar a coisa toda durante a receita.

Batatas Fritas (uma outra idéia)

- 2 batatas

- 500 ml de óleo de canola ou girassol

- Sal a gosto

- Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Você vai precisar de só um ingrediente. Batatas inglesas. Não use batatas rosas, pois mesmo sendo melhores pra fritar, são muito duras e você não consegue aplicar a técnica que muda a receita.

Depois, lógico, descasque as ditas.

Com a ajuda de uma faca, corte a batata em palitinhos. Não precisa ficar igual, perfeito, idêntico. É batata frita. Faça o seu melhor e tudo vai ficar bem.

Agora o pulo do gato: finque os dentes do garfo no meio de um dos palitinho de batata e vá, aos poucos, cavando sulcos até chegar o outro lado. Não rompa os lados ou o efeito depois de frito vai por água a baixo.

Tudo pronto? É só mandar elas pro tacho e ver o que acontece.

Frite as batatas no óleo bem quente de canola ou girassol até que fiquem douradas, deixando escorrer por alguns minutos no papel absorvente e temperando com sal e pimenta do reino moída na hora.

A diferença dessa batata frita daquela que você come no boteco do seu coração, é que ela tem duas texturas. O meio é muito crocante, de fazer barulho com a boca fechada, e a borda cremosa, que desmancha na boca.

Vinho pra Tudo: Robalo com Purê de Cenoura, Beurre Blanc de Erva Doce

“Não existe amor mais sincero do que aquele pela comida”. Bernard Shaw disse isso. Provavelmente sentado no fundo de algum pub em uma mesa carcomida pelo tempo, enquanto soluçava o último gole de cerveja, olhava pro fundo do copo e pensava na torta de rim que logo esfumaçaria o salão e chamaria a atenção dos bêbados habituais do lugar.

Eu amo comer. Vamos deixar isso bem claro. Mas também amo beber. E quando a Casa Flora me convidou pra cozinhar e beber ao mesmo tempo, não teve como dizer não.

Vinho pra mim é algo – não uma coisa, por favor – que transborda do copo na hora que você roda sobre a mesa, espalhando pelo lugar sua personalidade e vontades. Pode ser como alguém que faz você ficar abismado pela forma como sorri, uma amiga gostosa que usa um vestido de fácil acesso e convida você pra um passeio pelo jardim ou uma criança pequena que aperta a sua mão com medo, mas com a certeza de que logo, tudo vai ficar bem.

Vinho é como aquela montanha-russa foda pra caralho, mas que você não pode deixar de ir. Vale a pena cada instante.

Pra melhorar, só comendo algo que faça a gente fechar os olhos, se calar por um instante e só se sentir bem, seja com os amigos sentados a mesa ou mesmo sozinho, como tantas vezes eu fiz mesmo depois de voltar do restaurante, tendo passado horas e horas com o umbigo encostado no fogão, suando as bicas e atacando comanda atrás de comanda.

Cozinhei um robalo com purê de cenoura e beurre-blanc de erva doce que fez a minha alegria, como espero que tenha feito a noite de quem provou. Dessa vez, não tem receita, mas a minha pessoa e a gigantesca cabeça que ostento falando da experiência. Dá só uma olhada:

Ficou interessado? Dá pra saber aprender muito mais na página da Casa Flora.

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