Batata Frita: Uma outra ideia

Dá pra ser melhor do que já é? Eu pensava que não, até um dia desses.

A idéia pra melhorar veio quando…quando….Na verdade eu não faço a menor idéia. Acho que foram pensamentos separados que ficaram rolando dentro da minha cabeça em mementos diferentes, quicando e rebatendo de lá pra cá, mas que se encontraram no final.

Como uma imagem vale mais que mil palavras (e nesse caso você vai entender por que) é mais fácil eu explicar a coisa toda durante a receita.

Batatas Fritas (uma outra idéia)

- 2 batatas

- 500 ml de óleo de canola ou girassol

- Sal a gosto

- Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Você vai precisar de só um ingrediente. Batatas inglesas. Não use batatas rosas, pois mesmo sendo melhores pra fritar, são muito duras e você não consegue aplicar a técnica que muda a receita.

Depois, lógico, descasque as ditas.

Com a ajuda de uma faca, corte a batata em palitinhos. Não precisa ficar igual, perfeito, idêntico. É batata frita. Faça o seu melhor e tudo vai ficar bem.

Agora o pulo do gato: finque os dentes do garfo no meio de um dos palitinho de batata e vá, aos poucos, cavando sulcos até chegar o outro lado. Não rompa os lados ou o efeito depois de frito vai por água a baixo.

Tudo pronto? É só mandar elas pro tacho e ver o que acontece.

Frite as batatas no óleo bem quente de canola ou girassol até que fiquem douradas, deixando escorrer por alguns minutos no papel absorvente e temperando com sal e pimenta do reino moída na hora.

A diferença dessa batata frita daquela que você come no boteco do seu coração, é que ela tem duas texturas. O meio é muito crocante, de fazer barulho com a boca fechada, e a borda cremosa, que desmancha na boca.

Ovos Poché e Pancetta Crocante no Pão de Malte

A primeira lembrança que tenho desse prato é: Casa vazia.

Era sábado. Chovia e fazia frio. Minha mulher tinha saído pra fazer não sei o que e eu fui deixado sozinho, adormecido e emaranhado na cama, babando como um bardo bêbado e sujo depois de um festim.

Acordei, me pus de pé e ainda meio zonzo, mas como de costume em todas as manhãs desde que me conheço por gente, fui até a cozinha. Com uma passada rápida de olho, sabia qual seria o resultado da minha preguiça, fome e vontade de se sentir abraçado por dentro.

Ovos Poché e Pancetta Crocante no Pão de Malte

Ingredientes:

Pão (sugeri o de malte, mas pode ser o que você preferir)

100 gr de pancetta (compre uma que valha a pena, a diferença é brutal)

2 ovos

Azeite de oliva extra virgem a gosto

Sal a gosto

Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Pra minha sorte o pão – que não foi comprado, mas feito – estava esperando por mim em cima da mesa da cozinha, ainda com seu perfume de assado espalhado pelo lugar.

Minha mulher que faz cerveja com um grupo de amigas – coisa séria, tem regra e o cacete – traz sempre pra casa no final das sessões sacos e mais sacos de malte, que combinado com algum tempo de sobra e punhados de farinha, viraram um pão delicioso, crocante e macio, como manda o figurino.

Aconselho que você faça um pra chamar de seu, antes de começar a receita dos ovos. E só ir pro Sem Medida clicando aqui.

Como o meu já está feito, então vamos ao que interessa. Pancetta!

Pra você que ainda não sabe, a Pancetta – esse embutido fantástico feito com meu animal mágico favorito – é preparada com a barriga do porco, sendo primeiro curada, pra depois ser salgada e temperada com pimenta do reino, noz moscada e tantas outras coisas que sinceramente, não me lembro de cabeça. Não importa. Já fico feliz só dela existir.

Corte a Pancetta em fatias bem finas…

E depois as frite em uma frigideira bem quente, com um pouco de azeite de oliva extra virgem. Quando ficarem douradas e crocantes, reserve sobre um papel absorvente para que o excesso de gordura escorra.

Na hora do ovo pochè, por favor, não fique pensando “não vou conseguir”, “vai dar errado”, “nem fodendo” ou qualquer coisa do tipo. Todo mundo tem essa idéia do pobre coitado, quando na verdade tudo se resume a mexer o mínimo possível nele durante todo o cozimento. Tem como ser mais fácil?

Em fogo baixo, esquente uma frigideira com água na altura de um dedo. Depois de um tempinho, você vai reparar que pequenas bolhas, redondinhas e estáticas, vão se formar no fundo da panela. É essa a hora de acrescentar o ovo.

Usando um aro de metal – se você não tiver, pode ser um pote plástico redondo com o fundo cortado – coloque o ovo dentro e deixe-o em paz. Vamos ver algo de bom pra você fazer nesse tempo….Huuummmm…..Lembra da Pancetta?

Corte-a em cubos pequenos, com a ajuda de uma faca bem afiada.

Depois de uns 3 a 4 minutos, o ovo já vai ter cozido e ganhado uma cor branca brilhante, com a gema coberta por uma leve película esbranquiçada. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora e mais nada. Esquente o pão para que fique no jeito e o cubra com o ovo, coroando tudo com a pancetta.

O resultado foi algo quente, macio, crocante e salgado, que escorreu pelos dedos, e sujou todo meu pijama. Mas me deixou rindo sozinho.

Campus Party e os Hamburguers de Falso Fígado

Tá bom, tá bom….

Eu sei que a Campus Party já acabou há muito tempo e que você já deve ter desencanado de esperar, indo caçar algo melhor pra fazer e comer. Mesmo assim eu não podia deixar de mostrar como a criatividade pode ajudar você a sair de uma situação em que se julgava estar mais fudido que peru em véspera de Natal.

Seguinte…

Imagine que você é convidado a comer um hamburguer. Daqueles lindos, de levar pra cama e chamar de meu amor, recheado de maionese feita na hora, bacon, queijo e qualquer outra coisa que você ame. Imaginou? Agora pense que o hamburguer seria feito de fígado de boi.

Ficou com nojo? Pensou “eu não vou comer isso nem a pau”? Parabéns! Você seria mais um tapeado pelo hamburquer de falso fígado que criei especialmente a pedido do pessoal da Youpix, responsável pelo conteúdo do cubo de conteúdo da Telefônica, durante a Campus Party 2011.

“Mas como assim falso fígado?” E eu lhe digo: É um fígado que não é um fígado, mas se parece com um fígado. Confuso? Dá só uma olhada então…

Hamburguers de Falso Fígado, Maionese Caseira e Cebolas Carameladas

Ingredientes:

- 1 pão de hamburger

- 200 gr de patinho moído (a melhor carne pra se fazer hamburguer, mas fraldinha também é excelente)

- 3 gemas de ovos caipiras (as claras você guarda pra fazer um suspiro)

- 300 ml de azeite extra-virgem

- 200 ml de Shoyu

- 1 cebola grande

- 50 gr de manteiga

- 2 dentes de alho

- 1 limão

- Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Bom, vamos ao que interessa: Como transformar carne de boi em fígado?

Claro que você não vai de fato transformar uma coisa na outra, mas a idéia aqui é fazer uma coisa se parecer com a outra, enganando até aquele seu primo pentelho que não come nem arroz com feijão.

Não sei se você já viu o fígado de um boi alguma vez no açougue, mas a suas principais características são a cor vermelho escuro e a textura “escorregadia”, digamos assim.

Mas vamos deixar a textura de lado – porque ninguém quer comer um hamburguer que se parece com um sabonete – e nos concentrar na cor, que você vai conseguir dar com o shoyu e uma boa dose de tempo.

Em uma tigela coloque a carne moída…

E em seguida acrescente o shoyu aos poucos, mexendo sempre com a ajuda da mãos

A idéia aqui é incorporar o shoyu dentro da carne moída, que além de dar uma cor bastante escura e muito parecida com o do fígado, ira temperar a carne.

Depois de misturar bem até que todo o shoyo seja absorvido, deixa a carne descansando por cerca de uma hora na geladeira, coberta com filme plástico.

Enquanto isso, é hora de transformar as cebolas em caramelo. Calma que é mais fácil do que você pensa…

Em uma panela de tamanho médio, derreta a manteiga e junte a ela as cebolas cortadas em fatias finas, mexendo de vez em quando até que fiquem macias e translúcidas

Quando elas atingirem tal ponto, reduza o fogo para o mínimo e mexa de vez em quando, dando chance que  a cebola grude no fundo de panela de leve, começando a ficar dourada. Agora que vem o truque…

Tá vendo todo esse dourado no fundo da panela? Você pode até não acreditar, mas tudo isso é o açúcar que está dentro da cebola e que com o calor brando da panela, começa literalmente a caramelizar dentro dela. Pra deixar a cebola com a cor mais forte e o gosto de morrer de bom, acrescente aos poucos água suficiente para soltar a “sujeira” do fundo da panela, e fazer com que cor, aroma e sabor sejam passados todos para a cebola.

Quando a cebola ficar cremosa e der vontade de você esfregar ela no corpo de tão cheirosa, desligue o fogo e reserve.

Ataque a maionese

Em uma vasilha grande, coloque as gemas e as bata até que fiquem aeradass e cremosas, cheia de pequenas bolhas de ar

Agora é o momento da magia e de ter muuuuuuuita disposição.

Para fazer a maionese, você vai ter que bater os ovos e ao mesmo tempo acrescentar o azeite até que ela fique cremosa, com aquele aspecto que você conhece. Quando ela atingir esse ponto, tempere com o sal, pimenta-do-reino moída na hora, o alho picado e o suco de limão.

Como eu acho uma tremenda sacanagem deixar você tentando e tentando até acertar, quem já fez uma maionese e filmou todo o processo foi o Hugo do blog Prato Fundo, sendo que a maionese do rapaz  ficou mais do que ideal. A receita é diferente, mas a idéia é a mesma.

Se você fizer tudo certo, como eu sei que você vai fazer, garanto que nunca mais você vai comprar maionese na vida.

Com a cebola e a maionese prontas, chegou a hora de juntar tudo e ser feliz.

Com a ajuda das mãos – isso aí gente, das mãos! – molde o hamburger do tamanho que você preferir. Compacte bem a carne na forma de um bolinho para que ela não quebre durante o cozimento, dando aquela forma característica que você tanto ama.

Em uma frigideira bem quente, frite os hamburgues até que fiquem no ponto que você mais gostar, só não vale bem passado, pelo amor de Deus. Eu gosto dos meus mugindo, estremamente mal passado mas com uma casquinha crocante.

Com a carne no ponto, cubra os hamburguers com queijo até que ele derreta e pronto. É juntar a maionese e as cebolas da forma como você preferir e se acabar.

Cupcakes de Cenoura: Não compre, faça!

No meio do caminho tinha um Cupcake. Entre eu e o Cupcake tinha um preço que eu não acreditei.

Andando outro dia pela rua, me deparei com uma dessas lojas especializadas em Cupcakes. Nunca tinha visto uma de perto, apesar delas se multiplicarem com velocidade pela cidade. Pela vitrine, que era das mais convidativas, resolvi entrar pra experimentar.

Decoração linda, loja impecável, atendentes sorrindo…até agora tudo certo! Comecei a olhar com curiosidade os bolinhos, que eram cobertos com todo tipo de cobertura, em bonitas forminhas. Escolhi um de cenoura e quando perguntei o preço, aconteceu. Aquele momento que nos faz pensar “porque?” “como?” “é sacanagem?”

- “São R$ 8 reis senhor”.

- “Bixo, como assim são oito paus? Por 200 gr de massa com cobertura de chocolate? Sério mesmo?”

Mesmo assim resolvi provar o bolinho que por esse preço, merecia mudar a minha vida e me chamar de meu amor, mas só encontrei uma massa seca com cobertura rala de achocolatado. Nem preciso dizer que saí fulo da loja e decido a fazer eu mesmo meus próprios cupcakes, mesmo sem saber como.

Provando mais uma vez que quem tem amigos tem tudo, fui cutucar a queridíssima Renata Prazeres, que já produz essas delícias por encomenda e iria especialmente, me ensinar como fazer os bolinho e mandar aquele mequetrefe da loja pras cucuias.

Renata é uma pessoa bem peculiar.Tem a mania de colecionar forminhas…

E receitas com o nome das pessoas em cadernos de páginas amareladas, que de tão bem organizado, nem precisa que eu escreva a receita

Comece batendo no liquidificador a cenoura, os ovos, o óleo e o açúcar

Até formar uma massa lisa e de cor forte

Dica! Colocar uma pitada de sal dá um contraste bem interessante, que ajuda a realçar o sabor doce da massa.

Agora em um recipiente com tampa misture a farinha de trigo, o fermento, uma pitada de bicarbonato e cubra, agitando todos os ingredientes para que fiquem bem misturados.Olha a Rê em ação!

Despeje o conteúdo seco em um recipiente e misture com a massa anterior, batendo com um fuet até formar uma massa lisa e homogênea.

Quando a massa estiver lisa e sem nenhum pedacinho de farinha de trigo, reserve e prepare as forminhas que irão receber a massa

Sendo afixionada pela idéia de fazer seus próprios cupcakes há muuuuito tempo, A Rê tinha de tudo na casa dela. Além das formas de papel como essa, repare a forma própria onde você deve colocar as forminhas pra ter um bolinho perfeito. Esses dois materiais infelizmente não foram comprados no Brasil e fazendo uma pesquisa rápida, descobri que são os olhos da cara por aqui. A melhor coisa é fazer uma lista e dar pra aquele amigo do coração, que sempre viaja pra fora. Eu fiz isso e recomendo, a diferença de preço é brutal.

Com a ajuda de uma concha, despeje com cuidado a massa em cada forma de papel.  Encha até a metade – lembra que bolo cresce ? – Se não, eles irão saltar pra fora da forma e fazer uma coisa não muito legal de se ver dentro do seu forno.

Pré-aqueça o forno a 180 graus e asse por cerca de 20 minutos, até eles dobrarem de volume e ficarem firmes. Lembra daquele truque de colocar o palito dentro do bolo e ver se ele sai seco? Aqui ele também funciona!

A cobertura fica a sua escolha. Nós fizemos um brigadeiro daqueles bem moles e cobrimos, enfeitando com confeitos de chocolate e chocolate granulado

Agora me diz, tem coisa mais  gostosa que esse momento?

Acho difícil imaginar…

Mixirica e Omelete de Ostras

Imagina que você tem uma amiga que é doida por comida. Mas doida ao nível de como você, outro doido, acordar as 9 hora da manhã no Domingo pra comer ostras de café da manhã, um dejejum dos campeões no lugar de pão na chapa e café com leite.

Nunca pensei que fosse encontrar, demorou um pouco na verdade, mas até que enfim eu achei! E com ela, Tatu do blog Mixirica que eu fui no domingo encontrar esses lindos animais que eu tanto amo, ainda mais com suco de limão e sal. No começo pensamos em comer algumas por lá mesmo, mas decidimos leva-las pra casa e fazer um desafio de quem criava o melhor prato de ostras, já que nunca comi muitas opções cozidas. Não queria aplicar nenhuma forma de cozimento severo, que pudesse alterar rapidamente o estado da ostra. Pensei em algo indireto, que envolvesse a ostra por todos os lados e transmitisse o seu calor lentamente a ela, fazendo-a ficar líquida mas cremosa.

Não ia ser torta, nem rocambole ou souflê, mas sim um simples e bem honesto omelete.

Omelete de Ostras

Ingredientes:

- 10 ostras frescas

- 4 ovos

- 1/2 maço de cebolinhas

- 10 gr de manteiga

- Sal a gosto

- Pimenta moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Omeletes são coisas que eu adoro e admiro. Adoro por ser algo simples com muito sabor e personalidade e admiro porque uma omelete bem feita, é algo que distingue um bom de um mal cozinheiro. Não é a toa que é o prato que a maioria dos cozinheiros faz a pedido do chef, quando está entrando na cozinha de um restaurante. Através dele você pode observar uma série de habilidades do cozinheiro, como controle do fogo (para dar uma cor dourada a omelete, sem queima-la), tempo (é preciso prática pra garantir que o ovo coagule a sua proteína ao mesmo tempo a omelete ganha cor) e habilidade manual (porque ninguém vai querer comer uma omelete que pareça ter sido atropelada por uma carreta). Apesar de ser uma receita com ostras, essa é uma técnica básica, onde você pode transformar o omelete no sabor que você quiser.

Comece quebrando os ovos dentro de um bowl

E os bata vigorosamente com a ajuda de um fuet, até que fiquem bem aerados, formando uma espuma leve. Tempere a mistura com sal e pimenta moída na hora e reserve.

O processo de abrir a ostra que não é nada complicado como você está pensando. Com a ajuda de um pano seco  segure firmemente a concha usando a palma da mão. Na outra mão, com a ajuda de uma faca pequena (essa é daquelas de patê que cumpriram muito bem com a tarefa, mas existem facas próprias para isso) procure por pequenas aberturas onde você possa introduzir a ponta da faca. Essa é uma atividade que pode levar algum tempo, por isso vá com calma e não tenha pressa.

Pronto, você encontrou. Agora é hora da ação.

Motivo da briga: Você quer abrir a concha, a ostra por sua vez quer que você passe mais tarde e não encha o saco. Como você é mais forte, tem uma faca e é munido de polegar opositor, force a faca para dentro da ostra, fazendo uma leve pressão até que metade da lâmina tenha entrado dentro da concha.

Com a faca lá dentro, a ostra não tem a menor chance. Agarre com firmeza o cabo da faca e gire 90 graus para frente, transformando a lâmina em uma alavanca, que vai abrir a concha.

Force até que ela abra completamente. Não foi tão difícil, foi?

Agora um segredo! Pra manter a ostra inteira, bonita e ideal para fazer a receita, passe a ponta da faca com delicadeza em baixo do molusco. É nessa região que existe o músculo que a ostra usa para se fixar a concha e mantê-la fechada.

Com isso feito, a ostra está pronta pra ir na panela. Abra todas as ostras e reserve.

Aqueça um frigideira em fogo alto, de preferência anti-aderente, com a manteiga. Quando essa derreter e cobrir toda a frigideira, acrescente os ovos batidos e abaixe o fogo até o mínimo possível.

Agora o segredo de todo omelete bonito: Deixe os ovos em paz! Nada de ficar cutucando ou mexendo na panela. O calor vai aos poucos coagulando os ovos e isso não vai acontecer se você ficar pentelhando os pobres coitados. A dica pra saber quando você pode mexer é observar a sua borda. Quando ela estiver firme e num tom amarelo bem claro, vá soltando com a ajuda de uma espátula. Nesse ponto, acrescente as ostras e a cebolinha e espere que o resto da omelete comece a ganhar a mesma coloração das bordas, o que indica o momento certo de dobrar.

Nessa hora, não precisa ficar afobado, pensando que vai dar errado. E se der, você está sozinho na cozinha, quem vai ver? Com cuidado, introduza a espátula em baixo da omelete na região do centro e com um movimento rápido e firme, vire a omelete para um dos lados a sua escolha.

Pronto! Ficou bonita? ótimo! Não ficou? Não tem problema, sempre vão existir ovos, manteiga e frigideiras pra que você treine até acertar. Só não perca a vontade de tentar!

Depois de dobrado, espere que a omelete ganhe cor. Se você preferir ele bem dourado, pode virar pra que ele peque cor do outro lado também. Como eu prefiro ela mais clara, já estáva no ponto pro meu gosto.

Agora as considerações: Ficou muito bom, mais do que eu esperava na verdade (olha a sinceridade). A omelete ficou cozida por fora e cremosa por dentro e a idéia de infringir calor indireto a ostra funcionou muito bem, preservando o seu sabor, mas garantindo uma textura cremosa mas não completamente líquida.

Os cook test dummies @juliareis, @ricardomarmora e Tata aprovaram, até pra Tata que nunca tinha comida uma ostra – que sacrilégio! – na vida.

A melhor parte é que eu ainda salvei algumas ostras pro Blood Mary, mas isso é outra história. O que será que a Tatu aprontou?

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