Cupcakes de Cenoura: Não compre, faça!

No meio do caminho tinha um Cupcake. Entre eu e o Cupcake tinha um preço que eu não acreditei.

Andando outro dia pela rua, me deparei com uma dessas lojas especializadas em Cupcakes. Nunca tinha visto uma de perto, apesar delas se multiplicarem com velocidade pela cidade. Pela vitrine, que era das mais convidativas, resolvi entrar pra experimentar.

Decoração linda, loja impecável, atendentes sorrindo…até agora tudo certo! Comecei a olhar com curiosidade os bolinhos, que eram cobertos com todo tipo de cobertura, em bonitas forminhas. Escolhi um de cenoura e quando perguntei o preço, aconteceu. Aquele momento que nos faz pensar “porque?” “como?” “é sacanagem?”

- “São R$ 8 reis senhor”.

- “Bixo, como assim são oito paus? Por 200 gr de massa com cobertura de chocolate? Sério mesmo?”

Mesmo assim resolvi provar o bolinho que por esse preço, merecia mudar a minha vida e me chamar de meu amor, mas só encontrei uma massa seca com cobertura rala de achocolatado. Nem preciso dizer que saí fulo da loja e decido a fazer eu mesmo meus próprios cupcakes, mesmo sem saber como.

Provando mais uma vez que quem tem amigos tem tudo, fui cutucar a queridíssima Renata Prazeres, que já produz essas delícias por encomenda e iria especialmente, me ensinar como fazer os bolinho e mandar aquele mequetrefe da loja pras cucuias.

Renata é uma pessoa bem peculiar.Tem a mania de colecionar forminhas…

E receitas com o nome das pessoas em cadernos de páginas amareladas, que de tão bem organizado, nem precisa que eu escreva a receita

Comece batendo no liquidificador a cenoura, os ovos, o óleo e o açúcar

Até formar uma massa lisa e de cor forte

Dica! Colocar uma pitada de sal dá um contraste bem interessante, que ajuda a realçar o sabor doce da massa.

Agora em um recipiente com tampa misture a farinha de trigo, o fermento, uma pitada de bicarbonato e cubra, agitando todos os ingredientes para que fiquem bem misturados.Olha a Rê em ação!

Despeje o conteúdo seco em um recipiente e misture com a massa anterior, batendo com um fuet até formar uma massa lisa e homogênea.

Quando a massa estiver lisa e sem nenhum pedacinho de farinha de trigo, reserve e prepare as forminhas que irão receber a massa

Sendo afixionada pela idéia de fazer seus próprios cupcakes há muuuuito tempo, A Rê tinha de tudo na casa dela. Além das formas de papel como essa, repare a forma própria onde você deve colocar as forminhas pra ter um bolinho perfeito. Esses dois materiais infelizmente não foram comprados no Brasil e fazendo uma pesquisa rápida, descobri que são os olhos da cara por aqui. A melhor coisa é fazer uma lista e dar pra aquele amigo do coração, que sempre viaja pra fora. Eu fiz isso e recomendo, a diferença de preço é brutal.

Com a ajuda de uma concha, despeje com cuidado a massa em cada forma de papel.  Encha até a metade – lembra que bolo cresce ? – Se não, eles irão saltar pra fora da forma e fazer uma coisa não muito legal de se ver dentro do seu forno.

Pré-aqueça o forno a 180 graus e asse por cerca de 20 minutos, até eles dobrarem de volume e ficarem firmes. Lembra daquele truque de colocar o palito dentro do bolo e ver se ele sai seco? Aqui ele também funciona!

A cobertura fica a sua escolha. Nós fizemos um brigadeiro daqueles bem moles e cobrimos, enfeitando com confeitos de chocolate e chocolate granulado

Agora me diz, tem coisa mais  gostosa que esse momento?

Acho difícil imaginar…

Mixirica e Omelete de Ostras

Imagina que você tem uma amiga que é doida por comida. Mas doida ao nível de como você, outro doido, acordar as 9 hora da manhã no Domingo pra comer ostras de café da manhã, um dejejum dos campeões no lugar de pão na chapa e café com leite.

Nunca pensei que fosse encontrar, demorou um pouco na verdade, mas até que enfim eu achei! E com ela, Tatu do blog Mixirica que eu fui no domingo encontrar esses lindos animais que eu tanto amo, ainda mais com suco de limão e sal. No começo pensamos em comer algumas por lá mesmo, mas decidimos leva-las pra casa e fazer um desafio de quem criava o melhor prato de ostras, já que nunca comi muitas opções cozidas. Não queria aplicar nenhuma forma de cozimento severo, que pudesse alterar rapidamente o estado da ostra. Pensei em algo indireto, que envolvesse a ostra por todos os lados e transmitisse o seu calor lentamente a ela, fazendo-a ficar líquida mas cremosa.

Não ia ser torta, nem rocambole ou souflê, mas sim um simples e bem honesto omelete.

Omelete de Ostras

Ingredientes:

- 10 ostras frescas

- 4 ovos

- 1/2 maço de cebolinhas

- 10 gr de manteiga

- Sal a gosto

- Pimenta moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Omeletes são coisas que eu adoro e admiro. Adoro por ser algo simples com muito sabor e personalidade e admiro porque uma omelete bem feita, é algo que distingue um bom de um mal cozinheiro. Não é a toa que é o prato que a maioria dos cozinheiros faz a pedido do chef, quando está entrando na cozinha de um restaurante. Através dele você pode observar uma série de habilidades do cozinheiro, como controle do fogo (para dar uma cor dourada a omelete, sem queima-la), tempo (é preciso prática pra garantir que o ovo coagule a sua proteína ao mesmo tempo a omelete ganha cor) e habilidade manual (porque ninguém vai querer comer uma omelete que pareça ter sido atropelada por uma carreta). Apesar de ser uma receita com ostras, essa é uma técnica básica, onde você pode transformar o omelete no sabor que você quiser.

Comece quebrando os ovos dentro de um bowl

E os bata vigorosamente com a ajuda de um fuet, até que fiquem bem aerados, formando uma espuma leve. Tempere a mistura com sal e pimenta moída na hora e reserve.

O processo de abrir a ostra que não é nada complicado como você está pensando. Com a ajuda de um pano seco  segure firmemente a concha usando a palma da mão. Na outra mão, com a ajuda de uma faca pequena (essa é daquelas de patê que cumpriram muito bem com a tarefa, mas existem facas próprias para isso) procure por pequenas aberturas onde você possa introduzir a ponta da faca. Essa é uma atividade que pode levar algum tempo, por isso vá com calma e não tenha pressa.

Pronto, você encontrou. Agora é hora da ação.

Motivo da briga: Você quer abrir a concha, a ostra por sua vez quer que você passe mais tarde e não encha o saco. Como você é mais forte, tem uma faca e é munido de polegar opositor, force a faca para dentro da ostra, fazendo uma leve pressão até que metade da lâmina tenha entrado dentro da concha.

Com a faca lá dentro, a ostra não tem a menor chance. Agarre com firmeza o cabo da faca e gire 90 graus para frente, transformando a lâmina em uma alavanca, que vai abrir a concha.

Force até que ela abra completamente. Não foi tão difícil, foi?

Agora um segredo! Pra manter a ostra inteira, bonita e ideal para fazer a receita, passe a ponta da faca com delicadeza em baixo do molusco. É nessa região que existe o músculo que a ostra usa para se fixar a concha e mantê-la fechada.

Com isso feito, a ostra está pronta pra ir na panela. Abra todas as ostras e reserve.

Aqueça um frigideira em fogo alto, de preferência anti-aderente, com a manteiga. Quando essa derreter e cobrir toda a frigideira, acrescente os ovos batidos e abaixe o fogo até o mínimo possível.

Agora o segredo de todo omelete bonito: Deixe os ovos em paz! Nada de ficar cutucando ou mexendo na panela. O calor vai aos poucos coagulando os ovos e isso não vai acontecer se você ficar pentelhando os pobres coitados. A dica pra saber quando você pode mexer é observar a sua borda. Quando ela estiver firme e num tom amarelo bem claro, vá soltando com a ajuda de uma espátula. Nesse ponto, acrescente as ostras e a cebolinha e espere que o resto da omelete comece a ganhar a mesma coloração das bordas, o que indica o momento certo de dobrar.

Nessa hora, não precisa ficar afobado, pensando que vai dar errado. E se der, você está sozinho na cozinha, quem vai ver? Com cuidado, introduza a espátula em baixo da omelete na região do centro e com um movimento rápido e firme, vire a omelete para um dos lados a sua escolha.

Pronto! Ficou bonita? ótimo! Não ficou? Não tem problema, sempre vão existir ovos, manteiga e frigideiras pra que você treine até acertar. Só não perca a vontade de tentar!

Depois de dobrado, espere que a omelete ganhe cor. Se você preferir ele bem dourado, pode virar pra que ele peque cor do outro lado também. Como eu prefiro ela mais clara, já estáva no ponto pro meu gosto.

Agora as considerações: Ficou muito bom, mais do que eu esperava na verdade (olha a sinceridade). A omelete ficou cozida por fora e cremosa por dentro e a idéia de infringir calor indireto a ostra funcionou muito bem, preservando o seu sabor, mas garantindo uma textura cremosa mas não completamente líquida.

Os cook test dummies @juliareis, @ricardomarmora e Tata aprovaram, até pra Tata que nunca tinha comida uma ostra – que sacrilégio! – na vida.

A melhor parte é que eu ainda salvei algumas ostras pro Blood Mary, mas isso é outra história. O que será que a Tatu aprontou?

A Língua da Vó Carmelita – Parte II

Depois de apalpadas, limpas e tratadas com muito esmero e carinho, a língua está finalmente pronta pra entrar na panela. Acredite, a parte mais complicada já passou, agora é uma suave e divertida ladeira abaixo, que termina numa mesa de almoço.

A Língua da Vó Carmelita – A parte que acaba com você comendo

Ingredientes

- As línguas que você limpou, independente da quantidade que sejam.

- 5 cebolas médias

- 4 folhas de louro

- 10 dentes de alho

- 1 litro de molho de tomate. Pode ser o de caixinha mesmo, mas se você teve esse trabalho todo, por favor, use um que você mesmo tenha feito. A diferença é gritante

- Azeite de Oliva extra virgem

- Sal a gosto

- Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

O segredo dessa receita é fazer com que a língua vire um tipo de filet mignon, algo macio e tenro que dispute briga a tapa na mesa pelo último pedaço. Você só vai conseguir isso cozinhando-a muito bem, sem pressa ou afobação pra cima da pobre coitada. Comece o processo com uma panela de pressão, colocando as línguas, 3 cebolas médias cortadas em pedaços grosseiros, 7 dentes de alho inteiros e as 4 folhas de louro.

Se você tem medo, pânico, paura de panela de pressão, não precisa ficar assustado não. Basta você lembrar de uma regra simples: Panela de pressão que explode é panela com a válvula entupida. Ou seja, sempre que usar essa maravilha moderna que eu tanto amo e venero, verifique se a panela está com a válvula obstruída. Cubra a língua até a altura de dois dedos acima dela, o que garante um caldo bem bonito pra cozinhar a língua no final da receita, uma língua perfeitamente cozida e macia e um fogão inteiro, sem o risco de uma explosão de nível militar na sua cozinha.

Leve a panela de pressão ao fogo alto. Quando ela começar a fazer aquele barulinho gostoso de maria fumaça, abaixe o fogo e deixe cozinhando por cerca de 50 minutos.  Passado esse tempo, desligue a panela e deixe que ela perca a sua pressão naturalmente. Com a panela sem pressão, abra e retire as línguas, tendo o cuidado de não espeta-las com um garfo, o que danifica a sua carne e atrapalha no resultado final.  O visual não é muito bonito – ainda – mas o importante aqui é ter certeza que as línguas ficaram bem macias. Com a ajuda de um palito de dente, dê uma espetada – só uma mesmo! – pra sentir se a língua está no ponto. Caso esteja meio dura, sem problema. volte ela pra panela e cozinhe por mais 20 minutos.

Não jogue fora o líquido que está dentro da panela de pressão, pelo amor de deus! Ele virou um caldo com todos os sabores que saíram da língua durante o seu cozimento, como também o tempero dado pela cebola, alho e louro. Guarde-os em uma jarra e espere esfriar, guardando na geladeira depois de frio.

Partindo a língua ao meio, você consegue ver claramente que existe dentro da pele grossa, algo tenro e macio. É essa a parte que interessa!

Daqui pra frente é moleza. Com a ajuda das mãos e com a língua ainda quente, descasque a parte grossa da pele, revelando a carne macia que está aqui dentro dela.

Agora você tem finalmente o que interessa, a carne da língua! Corte em fatias finas e reserve.

Lembra daquela jarra linda de caldo que você guardou na geladeira? Tire ela de lá e dê uma olhada na parte de cima. Com o frio da geladeira toda a gordura subiu, deixando-o límpido e bastante leve. Com a ajuda de uma colher retire a gordura…

E fique só com  a parte que interessa.

Faça um molho de tomate com as duas cebolas e os três dentes de alho restantes, picando a cebola e o alho em pedaços médios. É importante não picar muito o alho, pois caso ele fique muito pequeno, irá queimar ao ser frito no azeite e todo o seu trabalho de dois dias vai ficar com um delicioso sabor amargo.

Aqueça uma panela grande com azeite de oliva extra virgem e frite primeiro a cebola, somando o alho quando ela estiver cozida e translúcida. Quando o alho ficar levemente dourado, acrescente o molho de tomate e as línguas fatiadas.

Junte então o caldo do cozimento da língua  a fim de deixar o prato cozinhando por mais alguns minutos até que comece levemente a se desmanchar. Não precisa colocar todo o caldo, só use o seu bom senso pra garantir que o molho não fique pastoso demais ou uma piscina, afinal, você está fazendo um cozido, não uma sopa de domingo.

Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora a gosto e mais nada, finalmente você pode atacar!. O acompanhamento que mais gosto de servir esse prato é purê de batata, que misturado com o molho, preenche bem a lacuna da pergunta “última refeição na terra antes do apocalipse”.

A Língua da Vó Carmelita – Parte I

Apresentando mais um dos pratos clássicos da família Rigueiral.

Acho que como esse prato desde que me conheço por gente, um gordinho que desde pequeno já debruçava sobre a pia, mexendo no que não devia – pelo menos era o que eles pensavam – e levava broncas por estar fazendo milhões de perguntas ao mesmo tempo pra minha avó.

Se você nunca comeu língua e está fazendo uma cara escrota nesse exato momento, saiba que eu já vi muita gente ser tapeada com a maior facilidade. A mesma vó que fazia a língua, garantia que tinha feito um outro cozido pra aqueles que não eram fãs – ainda – desse nobre miúdo. Quando a pessoa tinha se infartado e mal conseguia respirar, minha vó contava a verdade o que gerava muitas risadas e reações das mais adversas.

Como esse é um processo dos mais longos – o jeito certo de fazer é em dois dias, um pra limpar e cozinhar a língua e outro pra finalizar – vou mostrar primeiro como deixar tudo no jeito pra você mandar a língua pra panela.

A Língua da Vó Carmelita

Ingredientes:

- 8 línguas de boi (imagine que cada língua serve duas pessoas. Adéque a receita de acordo com o seu eleitorado).

Modo de Preparo:

Bom, pra você que nunca viu, apresento a língua.

Não tem muito o que falar, é isso aí mesmo. Pode parecer bizarro, nojento, estranho, peça de macumba e afins, mas acredite, é uma das partes mais gostosas do nosso animal predileto. Uma língua boa pra se comprar deve ter uma coloração levemente rosada, sem qualquer tipo de gosma ou líquido saindo dela, ausência de cheiro e textura firme.

Essa parte preta no começo da língua é normal e se você reparar, a textura nela é mais áspera, já que é com ela que o boi agarra o que ele vai comer.

Mas chega de papo, vamos ao que interessa. O primeiro passo é retirar a garganta que vem junto a língua. Pra fazer isso, vire a língua deixando a parte preta virada para a tábua de corte e com a ajuda de uma faca bem afiada – que é muito útil, pois o couro da língua é grosso e resistente – retire toda aquela parte que está “pendurada” digamos assim.

Você pode ver onde ficava essa parte, pelo pedaço que falta na língua.

Agora entra uma parte que você vai ter que sentir nas pontas dos dedos. Daí é que entra aquela coisa de cozinhar todo o dia e conhecer o ingrediente. Minha vó já deve estar a uns 57 anos apalpando línguas e sabe de olhos fechados, com alguém fazendo cócegas e tocando sepultura no talo quais são as partes da língua que são mais grossas e quais são mas finas. Nesse caso, a dica é a seguinte: Deslize os dedos pela língua e sinta onde a pele é mais grossa. Não existe uma regra ou lugar certo pra procurar, cada língua é diferente uma da outra, por isso, não seja tímido e entre em contato direto com o seu futuro almoço.

Onde as partes forem mais grossas, retire-as. Lembrando que a faca tem que estar bem afiada!

Repita o processo com o restante das línguas e….

A segunda parte já já está por aqui…

A Primeira Harmonização de Chá com Quitutes Que Se Tem Notícia – Parte II

Vou confessar uma coisa: Só fui comer bolo de limão depois de crescido.

Sempre via naqueles livros antigos de receita que minha mãe e avó tinham, fotos de um bolo que parecia de mentira, com a massa bem verde e uma cobertura levinha, de recheio de torta de limão. Aparecia de vez em quando até umas raspas de limão pra dar uma quebrada no branco, mas na maioria das vezes era só mesmo a massa de uma cor forte, contrastando com a cobertura branca. Quem me apresentou a delícia de fato foi à mãe do Bruno, um amigo que fiz na faculdade e que dividia o fogão comigo nas aulas práticas, quando dava ainda os primeiros passos dentro da cozinha.

Quando pensei no que harmonizaria bem com o Darjeeling Risheehat sugerido pela Hanny Guimarães do Rota do Chá, para a nossa harmonização de chá com quitutes, que começou por aqui com uma broa de fubá, não teve como deixar esse clássico da cozinha de fora. Junto com a Leonora de Mauro do Foie Gras Literário e Larissa Januário do Sem Medida , fizemos na verdade não um bolo de cortar e sair correndo com o pedaço na mão, mas pequenos bolinhos recheados e confeitados, dignos de colocar no pedestal e servir em toalha de renda e linho.

Bolinhos de limão

Ingredientes:

Para a massa

- 4 ovos, separados as gemas das claras

- 320 gr de açúcar

- 190 gr de iogurte natural

- 1 pacote de gelatina de limão

- 200 ml de azeite exta virgem

- 360 gr de farinha de trigo

- 10 gr de fermento químico em pó

Modo de Preparo:

Em uma batedeira bata as gemas com o açúcar. Quando elas ficarem claras e leves, acrescente com a batedeira ainda ligada o iogurte e o azeite de oliva. Bata a mistura até que fique homogêneo e vá somando aos poucos a farinha de trigo e o fermento químico. Quando a massa estiver com uma cor verde e bem homogênea, reserve.

Bata as claras em neve e use uma espátula para incorpora-las a massa com delicadeza. Não vale colocar a massa nas claras, senão toda a leveza delas vai se perder e você  terá um bolo pesado e murcho, que nem coração de gente amargurada.

Unte uma assadeira com farinha de trigo, despeje a massa e asse a 180 graus até que o bolo tenha crescido e você espete um palito nela e ele saia limpo. Quando tiver esfriado, desenforme e corte-o em pequenos quadrados de 6 cm por 6 cm. Reserve.

Para o Creme de limão

- 190 ml de suco de limão

- 6 gemas

- 3 ovos

- 100 gr de açúcar

- 60 gr de manteiga

- 1 folha de gelatina sem sabor

- 1 litro de creme de leite fresco

Hidrate a gelatina com água em um recipiente. Enquanto a gelatina hidrata misture as gemas, os ovos, o suco de limão, a manteiga e o açúcar em uma panela e leve ao fogo em banho-maria. Mexa lentamente até que a mistura engrosse e perca o cheiro de ovo, já que ninguém quer comer um bolo com gosto e cheiro de gemada.

Pelo amor de deus, não invente de colocar o creme diretamente no fogo ou os ovos vão cozinhar muito rápido e tudo que você vai ter será um creme de limão com ovos mexidos. Vá com calma, aprecie o  que você está fazendo.Inspire, expire.  Quando o creme tiver engrossado, tire do banho maria e acrescente a gelatina hidratada –sem a água – e mexa até que o creme fique morno. Reserve.

Bata o creme de leite até que vire um chantilly leve e misture com o creme de limão. Cuidado para que o creme de limão não esteja muito quente ou ele vai tirar todo o ar que existe no chantilly e o creme ficará pesado e sem graça. Incorpore usando o mesmo princípio da massa do bolo – claras na massa com delicadeza, lembra? – e deixe descansar por algumas horas na geladeira antes de confeitar os bolinhos.

Depois de algumas horas na geladeira, o creme fica com essa cor e textura. Não dá vontade de morar nele?

De volta aos bolinhos. Com uma fava fina e bem afiada faça um pequeno círculo no topo…

Cave a massa pra fora…

Fazendo um espaço pro creme de limão.

Recheio com o creme de limão, que já deve estar frio e use o mesmo creme para confeitar o bolinho por fora, usando uma espátula e um pote ou vasilha como base pra arte…

Salpique com raspas de limão fresco e sirva em uma travessa de vó.

Nós combinamos com o Darjeeling Risheehat, um chá preto indiano muito mais suave e refrescante do que o que estamos acostumados a tomar em casa. Bastante revigorante, ele casou em maestria com as notas ácidas, cítricas e doces do bolinho, que eram praticamente um estalo na boca.

Pra quem ficar com vontade de experimentar o Darjeeling Risheehat e todos os outros chás que mostrei e vou mostrar aqui, é só ir à Loja do Chá, que fica na Av. Brig. Faria Lima, 2.232, 3° piso – Shopping Iguatemi em São Paulo, de segunda a sábado das 10h às 22h e nos domingos das 14h às 20h. Dúvidas no telefone 3816-5359.

« Página anteriorPróxima Página »
chefaporter.com.br | powered by WordPress with Grace Comunicação