Bochecha de Garoupa

“E garoupa tem bochecha?” Você pergunta.

Sim! E das boas!

Claro que não estamos falando propriamente de uma bochecha de bochechar, prender a respiração ou rir sem parar. Mas daquela carninha, daquele travesseirinho suculento, localizado bem no suvaco do peixe, que se preparado do jeito certo é tão bom quanto a própria garoupa.

A bochecha fica na parte de baixo do peixe, onde a cabeça acaba.

Olhando assim não dá pra entender nada… 

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Mas com uma faca bem afiada e muito carinho, puxando e cortando aqui e ali, você retira inteirinho um mini filé de peixe de textura única.

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Preparei a bochecha fritando a pele pra que ficasse beeeeeeeem crocante

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E juntei com um punhadinho de arroz vermelho cozido no ponto e frito na manteiga. Isso ajuda o arroz a liberar um sabor amendoado incrível, uma cor vermelha mais escura e um aroma bem pronunciado.

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Preparei também um molho de laranja com especiarias, que fiz reduzindo um litro de suco de laranja com um pedaço de canela em pau, um anis-estrelado, três cravos da índia e cinco grãos de pimenta do reino preta. O molho vai estar no ponto, quando cobrir “as costas” de uma colher de sopa, não escorrendo. Resumindo, o molho tem que ficar agarradinho formando aquela cobertura LINDA e bem brilhante.

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Nessa hora, coe para retirar as especiarias e deixe esfriar. O molho fica mais gostoso um pouquinho mais frio, ainda morno.

Aproveitei que o coentro da nossa horta tá florescendo que é um espetáculo e usei algumas folhinhas novas e suas flores. Elas têm um sabor mais potente e picante.

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Com todo mundo pronto foi só montar o prato.

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Lagostins com Pirão de Farinha D’água

Sempre que vou na feira de domingo, fico olhando pros Lagostins.

Não sei porque, mas mesmo dentro de caixas de isopor e coberto de gelo picado por todos os lados, vejo que eles tem uma cara feliz, como se dissessem “me leva pra casa e me asse na churrasqueira!” ou “eu e meus camaradas aqui, queremos que você faça uma pilha com nossos corpinhos no seu prato e nos devore com um balde de manteiga de ervas”.

De tanto olhar e ouvir os gritos e pedidos – que só existiam na minha cabeça, não me pergunte porquê – vou direto pra casa com o sacola pingando e abarrotada com uma porção deles, não sabendo de certo ainda, como iria mandá-los pro bucho.

Depois de algumas cervejas e uma investigação minuciosa da dispensa, o resultado foi esse daqui:

Lagostins com Pirão de buy clomid online Farinha D’água

Ingredientes:

1.5 L de água

1 Kg de lagostins frescos

300 gr de farinha d’água (você vai precisar da ajude de alguém que mora no Norte ou do melhor traficante alimentar que conseguir)

1 pimentão vermelho

1 pimentão verde

2 cebolas

2 cenouras

5 dentes de alho

3 talos de cebolinha

3 pimentas de bode

Salsinha fresca a gosto

Coentro fresco a gosto

Azeite extra virgem a gosto

Salsinha fresca a gosto

Sal a gosto

Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Antes de mandar ver, vamos as apresentações.

Com vocês: O Lagostin

Pesando entre 150 e 300 gramas, o Lagostin é um pequeno crustáceo de água salgada, muito comum nos estados do Nordeste do Brasil, como também no Rio de Janeiro (de onde vieram esses daqui). Possuem uma cor vermelho alaranjada bem forte e longas pinças, sendo essas porém, menores e mais finas do as de uma lagosta. Sua carne tem uma consistência firme e um sabor leve e adocicado, além das cascas, que quando transformadas em caldo dão uma das melhores bases de bisque que se tem notícia.

Agora vamos ao que interessa: A receita

Ataque primeiro os lagostins: Delicadamente, separe a cabeça da calda. Não é preciso muita força ou pressão, basta puxar que ela sai facilmente.

Depois, com a ajuda de uma tesoura de cozinha, corte a parte inferior da calda do lagostin e com muito cuidado, retire lá de dentro a carne do crustáceo. Não se assuste com o tamanho, é pequeno mesmo! Reserve a carne na geladeira, coberta com um plástico filme para que não resseque.

As cascas, como também as cabeças, devem ser reservadas. Com elas vamos fazer o caldo – ou “fundo” no jargão culinário – que vai hidratar o pirão de farinha d’água e garantir que seus convidados queiram esfrega-lo na cara, tamanho o gosto bom.

Com essa parte completa, faça o caldo. Pique grosseiramente uma das cebolas e a cenoura em cubos médios

Aqueça então uma panela com o azeite extra virgem em fogo médio e frite as cebolas até que fiquem translúcidas. Quando chegarem em tal ponto, acrescente as cenouras e mexa de vez em quando, até que ambas fiquem levemente tostadinhas.

Nesse momento, junte as cascas, as cabeças e aumente o fogo até que tudo fique com uma cor laranja-vermelho levemente opaca. Um aroma doce e bem característico de camarão vai perfumar a cozinha toda, quando as cascas estiverem no ponto certo.

Acrescente então a água, os talos de cebolinha e a pimenta de bode as cascas, e deixe cozinhar em fogo brando até que o caldo fique com uma coloração alaranjada. O legal é deixar o caldo cozinhar por umas 2 a 3 horas antes de fazer a receita, então, deixe o fogo bem baixo e vá fazer alguma coisa que você goste. Pode ser qualquer coisa, só esteja de volta na hora certa, por favor.

Pronto! Depois de um filme ou uma caixa de cerveja, você está de volta a batalha.

Parta pra cima dos pimentões, da cebola e do alho, os partindo em cubos pequenos e arrumando em um prato.

Da mesma forma que o caldo, aqueça uma panela com azeite extra virgem e frite a cebola, até que fique translúcida. Junte então o alho e o doure levemente, acrescentando em seguida os pimentões. Reduza então o fogo e cozinhe tudo na própria água que o pimentão vai soltar.

Agora, a farinha d’água

Se você ainda não conseguiu colocar as mãos nessa maravilha, vou te dar uma dica: Descubra alguém que vá para o Pará e peça a farinha de lá, especificamente de uma cidade chamada Bragança, que fica a uns 300 Km de capital, Belém.

A Farinha d’água é chamada assim porque depois de descascada, ela é amolecida de três a quatro dias em água corrente limpa, sendo tal processo feito na região norte, nas águas correntes dos igarapé. Depois, a massa de mandioca é lavada, prensada, passada em uma peneira grossa e torrada lentamente em uma forno de farinha a lenha, o que dá a ela um sabor característico e um textura bastante crocante.

Junte aos poucos a farinha aos pimentões e mexa rapidamente com um garfo, para que não se forme uma grande bola de massa. Você vai ver que ela absorve toda a água da panela na hora, ganhando uma cor amarelada viva.

Agora pare por um instante e prove : Você sente com a língua, como existem alguns grãos que estão macios mas outros permanecem duros? E pra isso que nós fizemos o caldo jovem padawan! Acrescente-o aos poucos, até que tudo ganhe uma consistência firme, porém úmida.

Lembra de todas aquelas caldas do lagostin? Chegou a hora delas!

Tempere-as com sal e pimenta do reino moída na hora, aqueça uma frigideira anti-aderente com um pouco de azeite de oliva extra virgem e as frite rapidamente. Não se preocupe em deixá-las dourada ou coisa do gênero, porque a carne é muito, muito, mas muito sensível. Se você cozinhar demais, ela vai virar uma borracha e ficar uma desgraça. E você não quer isso, quer?

Misture então o carne do lagostin ao pirão e finalize com a salsinha e o coetro bem picados. Daí é só corrigir o sal e acrescentar mais um pouco de caldo pra garantir a textura cremosa.

Camarões com Champagne e Erva-Doce

Eu amo jantares no meio da semana

Nada mais gostoso fazer de conta que quinta-feira virou sábado e ir na casa de quem se gosta dar risada, beber e cozinhar alguma coisa gostosa. Apesar de parecer ser uma coisa simples de fazer – ir na casa de alguém pra um jantar – você só consegue fazer de uma forma completa onde possa tirar os sapatos e ficar andando descalço pela casa ou quando pode abrir a geladeira do cujo e reclamar com gosto, de que ele não comprou cerveja suficiente pra ocasião ou que anda comendo margarina, arremessando o pote da desgraça moderna no lixo.

As compras eu havia levado de casa, mas o camarão meu pai havia trazido de Vitória, pra onde ele se mudou. Umas coisa lindas: Com a carne firme, coloração rosada e um cheiro levemente adocicado mostravam que tinham sido tirados do mar a muito pouco tempo e que iam casar muito bem com o molho delicado que havia escolhido. O trabalho maior na receita é fazer o molho, depois dele pronto a coisa toma forma sozinha deixando você livre pra aproveitar. Tem coisa melhor?

Camarões com Champagne e Erva-Doce

Ingredientes:

–  1 Kg de camarão

– 2 Erva-Doces buy clomid grandes

– 2 cebolas grandes

– 200 ml de champagne (não precisa ser de primeira)

– 30 gr de manteiga

– 200 ml de creme de leite fresco

– Cebolete a gosto

– Sal a gosto

– Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Vamos lá, essa vai ser muuuuuito fácil e das melhores. O único trabalho prévio que você vai ter é picar a erva-doce e a cebola. Depois disso, é só alegria. Pique ambas em cubos pequenos e deixe reservado. Quem fez esse trabalho foi meu pai, já que nessa hora eu tinha saído pra comprar mais cerveja.

Com tudo picado comece aquecendo uma panela média com a manteiga e acrescentando a cebola, fazendo aquele barulhinho gostoso.

Frite a cebola na manteiga com o fogo alto, esperando que ela murche e fique translúcida. Quando isso acontecer, é hora de entrar com a erva-doce.

Com o fogo ainda alto frite a erva-doce até que ela fique macia, mas não desmanchando. Tenha sempre em mente que você ainda vai levar todos esses ingredientes ao forno, ou seja, se eles ficarem completamente cozidos vão desmanchar no calor do forno e não formar propecia online um molho com diferentes texturas e uma personalidade vibrante.

Quando a erva-doce ficar macia mas ainda crocante – não dá pra saber se você não provar! – acrescente o champagne e reduza o fogo até o mínimo.

Reduza o champagne até a metade do seu volume original, ou seja,  deixe ferver até que ele seque pela metade. É importante que você faça isso em fogo baixo, pois a cebola e a erva-doce vão ter tempo de soltar o seu sabor e assim compor todas as notas do molho. milf porn Não fique com pressa ou aflito, tenha paciência que vale a pena.

Quando o volume do champagne baixar acrescente o creme de leite, quem tem a função de deixar o molho aveludado e brilhante.

Reduza o volume – lembra? – do creme de leite até a metade e com a ajuda de uma tesoura, pique a cebolete diretamente sobre o molho. Não precisa ficar exato, certinho, medido – coisa mais chata – só corte os pedaços do mesmo tamanho que está tudo certo.

Acerte o sal e a pimenta-do-reino no molho, mexa para incorporar o cebolete e pronto, hora de casar ele com os camarões! Tempere os buy levitra lindos bichinhos com sal e pimenta do reino a gosto…

E buy generic propecia online cubra-os com o molho, não deixando nenhum de fora.

Pré-aqueça o seu forno a 180 graus e mande os camarões pra dentro. E importante que nessa hora você não saia de perto do forno, pois priligy online como o camarão é muito delicado ele cozinha muito rápido. Não existe um tempo exato, mas leva cerca de 3 minutos – sério, é rápido assim! – pra que eles fiquem prontos. O melhor forma de saber se estão corretos e pressionando com o dedo e sentindo a textura da carne. Ela deve estar macia, mas levemente resistente.

Quando atingir o ponto, sirva na mesma hora ou o calor do molho vai continuar cozinhando os coitados.

Bem que a semana podia acabar na quinta.

Dicas,Receitas — Tags:, , , , , , , , — Gustavo @ 30 de julho de 2010
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