Bochecha de Garoupa

“E garoupa tem bochecha?” Você pergunta.

Sim! E das boas!

Claro que não estamos falando propriamente de uma bochecha de bochechar, prender a respiração ou rir sem parar. Mas daquela carninha, daquele travesseirinho suculento, localizado bem no suvaco do peixe, que se preparado do jeito certo é tão bom quanto a própria garoupa.

A bochecha fica na parte de baixo do peixe, onde a cabeça acaba.

Olhando assim não dá pra entender nada… 

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Mas com uma faca bem afiada e muito carinho, puxando e cortando aqui e ali, você retira inteirinho um mini filé de peixe de textura única.

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Preparei a bochecha fritando a pele pra que ficasse beeeeeeeem crocante

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E juntei com um punhadinho de arroz vermelho cozido no ponto e frito na manteiga. Isso ajuda o arroz a liberar um sabor amendoado incrível, uma cor vermelha mais escura e um aroma bem pronunciado.

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Preparei também um molho de laranja com especiarias, que fiz reduzindo um litro de suco de laranja com um pedaço de canela em pau, um anis-estrelado, três cravos da índia e cinco grãos de pimenta do reino preta. O molho vai estar no ponto, quando cobrir “as costas” de uma colher de sopa, não escorrendo. Resumindo, o molho tem que ficar agarradinho formando aquela cobertura LINDA e bem brilhante.

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Nessa hora, coe para retirar as especiarias e deixe esfriar. O molho fica mais gostoso um pouquinho mais frio, ainda morno.

Aproveitei que o coentro da nossa horta tá florescendo que é um espetáculo e usei algumas folhinhas novas e suas flores. Elas têm um sabor mais potente e picante.

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C buy levitra online om todo mundo pronto foi só montar o prato.

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Vinho pra Tudo: Robalo com Purê de Cenoura, Beurre Blanc de Erva Doce

“Não existe amor mais sincero do que aquele pela comida”. Bernard Shaw disse isso. Provavelmente sentado no fundo de algum pub em uma mesa carcomida pelo tempo, enquanto soluçava o último gole de cerveja, olhava pro fundo do copo e pensava na torta de rim que logo esfumaçaria o salão e chamaria a atenção dos bêbados milf porn habituais do lugar.

Eu amo comer. Vamos deixar clomid online isso bem claro. Mas também amo beber. E quando a Casa Flora me convidou pra cozinhar e beber ao mesmo tempo, não teve como dizer não.

Vinho pra mim é algo – não uma coisa, por favor – que transborda do copo na hora que você roda sobre a mesa, espalhando pelo lugar sua personalidade e vontades. Pode ser como alguém que faz você ficar abismado pela forma como sorri, uma amiga gostosa que usa um vestido de fácil acesso e convida você pra um passeio pelo jardim ou uma criança pequena que aperta a sua mão com medo, mas com a certeza de que logo, tudo vai ficar bem.

Vinho é como aquela montanha-russa foda pra buy priligy online caralho, mas que você não pode deixar de ir. Vale a pena cada instante.

Pra melhorar, só comendo algo que faça a gente fechar os olhos, se calar por um instante e só se sentir bem, seja com os amigos sentados a mesa ou mesmo sozinho, como tantas vezes eu fiz mesmo depois de voltar do restaurante, tendo passado horas e horas com o umbigo encostado no fogão, suando as bicas e atacando comanda atrás de comanda.

Cozinhei um robalo com purê de cenoura e beurre-blanc de erva doce que fez a minha alegria, como espero que tenha feito a noite de quem provou. Dessa vez, não tem receita, mas a minha pessoa e a gigantesca cabeça que ostento falando da experiência. Dá só uma olhada:

Ficou interessado? Dá pra saber aprender muito mais na página da Casa Flora.

Nataleta, o Natal Fora de Época

Então tá.

Imagine de novo que você tem mais ou menos uns sete anos, é véspera de natal e não para de chegar gente na sua casa. Mas não para de chegar gente mesmo, vindo nessas seu tio bigodudo e engraçado que você só vê nessa época, até aquela sua prima que a cada ano que passa, fica mais “interessante de ver” digamos assim.

Não imagine os presentes, os penteados ou mesmo os jogos de cabra-cega não tão inocentes, mas sim as panelas, travessas e cumbucas que vinham junto com as visitas, que faziam questão de trazer o que faziam de melhor, ou pelo menos achavam que faziam. Salpicão, Tender, Peru, Lombo, Rabanada, Pavê….A buy propecia online lista não tinha fim. Um sonho.

Imaginou? Agora imagine essa ceia num sábado friorento e mal humorado de Junho.

Meus caros, com vocês a Nataleta!!!!!

A idéia surgiu com um punhado de amigos que inundados das boas lembranças de garfo e faca, mas muitos desgostosos de ter que esperar até Dezembro pra devorá-las, se juntam todos os meses de Junho pra atacar um Tender com abacaxi e arroz com passas.

Pra você que lembra mais de como sua mãe decorava o peru com fios de ovos no natal de 1991, do que se ganhou um pogobol ou não naquela 25 de Dezembro, sugiro que você faça uma. Afinal, o que se tem melhor pra fazer do que juntar os amigos, comer, beber e dar risada?

Uma conversa daqui, alguém que empresta a casa dali e pronto.

Tudo se resolve.

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