Bochecha de Garoupa

“E garoupa tem bochecha?” Você pergunta.

Sim! E das boas!

Claro que não estamos falando propriamente de uma bochecha de bochechar, prender a respiração ou rir sem parar. Mas daquela carninha, daquele travesseirinho suculento, localizado bem no suvaco do peixe, que se preparado do jeito certo é tão bom quanto a própria garoupa.

A bochecha fica na parte de baixo do peixe, onde a cabeça acaba.

Olhando assim não dá pra entender nada… 

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Mas com uma faca bem afiada e muito carinho, puxando e cortando aqui e ali, você retira inteirinho um mini filé de peixe de textura única.

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Preparei a bochecha fritando a pele pra que ficasse beeeeeeeem crocante

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E juntei com um punhadinho de arroz vermelho cozido no ponto e frito na manteiga. Isso ajuda o arroz a liberar um sabor amendoado incrível, uma cor vermelha mais escura e um aroma bem pronunciado.

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Preparei também um molho de laranja com especiarias, que fiz reduzindo um litro de suco de laranja com um pedaço de canela em pau, um anis-estrelado, três cravos da índia e cinco grãos de pimenta do reino preta. O molho vai estar no ponto, quando cobrir “as costas” de uma colher de sopa, não escorrendo. Resumindo, o molho tem que ficar agarradinho formando aquela cobertura LINDA e bem brilhante.

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Nessa hora, coe para retirar as especiarias e deixe esfriar. O molho fica mais gostoso um pouquinho mais frio, ainda morno.

Aproveitei que o coentro da nossa horta tá florescendo que é um espetáculo e usei algumas folhinhas novas e suas flores. Elas têm um sabor mais potente e picante.

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Com todo mundo pronto foi só montar o prato.

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Quando eu era pequeno eu comia: Marisco Lambe Lambe

Antes mesmo de saber o que era Marisco Lambe Lambe, ou mesmo, o que era um Marisco, a primeira lembrança que tenho desse prato são travessas.

Sabe aquelas travessas de alumínio ovaladas bem requenguelas, que vem cheias de feijão e salada de batata quando você vai comer no seu boteco favorito? São essas mesmas. Órfãs dos antigos restaurantes que meu avô teve em Santos, elas apareciam com frequência no almoço e no jantar, derramando cheiros e gostos que hoje, só existem na minha lembrança de garoto gordinho.

Vinham da cozinha sempre aos trios, cheias de arroz, feijão, bisteca, coração de boi frito ou um dos 4.568.741 pratos que costumavam fazer parte dos meus almoços ou jantares numa família de cozinheiros.

Mas de vez em quando, sem ter uma data certa ou mesmo um motivo especial, só uma travessa completamente cheia aparecia na mesa, formanda por uma pequena pilha de conchas que minha mãe arrumava com destreza e uma beleza rústica, algo parecido com uma pilha de lenha recém cortada por alguém habilidoso, com um machado bem afiado.

Sem saber o que era, mas sabendo exatamente o gosto que tinha, atacava cada uma daquelas conchas sem dó, retirando com as mãos ou mesmo sorvendo direto dentro da boca, todo o conteúdo quente e úmido que cada uma delas tinha.

Depois aprendi o nome daquilo – Marisco – e da receita que fazia uma terça-feira depois do colégio, virar uma visita a casa dos meus avós em Santos. Só que sem ninguém apertando a suas bochechas, falando o quanto você cresceu ou qualquer uma daquelas pentelhações que rolam quando você tem 9 anos.

Marisco Lambe Lambe

Ingredientes:

– 2 Kg de mariscos limpos com a casca

milf porn 200 gr cebola

– 200 gr de arroz agulhinha

– 4 dentes de alho

– 200 gr de tomate

– 1 litro de água quente

– Azeite de oliva extra virgem a gosto

– Salsinha a gosto

– Sal a gosto

– Pimenta do reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo:

Comece pela base. É ela que vai dar aquele gosto de “abraço quente de mãe” na receita. Em uma panela grande, aqueça uma boa quantidade de azeite de oliva extra virgem e quando ele ficar bem quente, frite as cebolas cortadas em cubos médios até que fiquem bem douradas.

Em seguida acrescente o tomate, também cortado em cubos médios…

E logo na sequência a salsinha, bem picadinha.

Frite os tomates e a salsinha em fogo alto até que o tomate comece a soltar parte da sua água. Nessa hora, acrecente os mariscos já limpos, ou seja, sem nenhuma das cracas que cobrem a sua casca ou aquele “cabelinho” que sai de dentro da concha, e que serve para fixar o molusco nas pedras do mar.

Logo que você acrescentar os mariscos ao molho, vai reparar que algumas das conchas começam a se abrir na mesma hora, por causa do calor da panela. Calma, isso é normal! Pra garantir que todas elas fiquem assim, dê uma boa mexida com a ajuda de uma colher. Jogue fora as conchas que não abrirem. Nelas, os mariscos já morreram e não devem ser comidos de jeito nenhum!

Como todas as conchas já abertas, acrescente o arroz…

E mais uma vez, dê uma boa misturada. A ideia é fazer com que os grãos de arroz ainda crus entrem dentro das conchas abertas. Você vai entender o porque já já…

Com tudo na panela, junte a água quente até que parte dos mariscos estejam cobertos pelo líquido. É importante ficar ligado na quantidade de líquido, se não, o arroz pode cozinhar demais e virar uma pasta, fazendo com que essa iguaria caiçara vá pra cucuia.

Cozinhe o arroz como aquele arroz velho de guerra que você faz todos os dias – ou pelo menos espero que você faça, de coração – em fogo baixo e com panela tampada, mas deixando só uma frestinha pro excesso de vapor escapar. O tempo de cozimento do arroz pode variar de fogão para fogão, mas em média demora 15 minutos para que ele fique bonitão assim:

Agora é só mandar um azeitinho e correr pro abraço…ô saudade!

A Primeira Harmonização de Chá com Quitutes Que Se Tem Notícia – Parte III

Cuidado, essa harmonização pode fazer você dormir em minutos!

Não que ela precise de muito tempo pra se preparada, mas toda aquela calmaria, aquela vela murcha de barco sem vento do maracujá, tem com o chá o poder de fazer a sua reunião rica em bocejos, piscadas longas e pedidos de algum lugar pra cochilar. Sugiro que você a faça para aqueles amigos mais íntimos, que já estão acostumados a dividir o seu sofá com o gato ou que ficam um tempo sem aparecer e são encontrados dormindo em algum canto da casa, como é o meu caso.

Vou confessar que ficar acordado depois desse quitute foi mais difícil do que esperava. Talvez não pelos efeitos do maracujá ou do chá que o acompanhou, sugerido pela querida Hanny buy clomid Guimarães do Rota do Chá, mas por uma tarde de garoa fininha, fria, que abraçou e preencheu de preguiça e moleza Larissa Januário do Sem Medida, Leonora de Mauro do Foie Gras Literário, eu que escrevo e a própria Hanny. Depois só prestou deitar e dormir.

Cupcakes de Maracujá

Ingredientes:

Para a massa

– 150 gr de farinha de trigo
– 150 gr de açúcar
– 5 ovos, separados em gemas e claras
– 200 ml de polpa de maracujá
– 100 gr de manteiga
– 20 gr de fermento químico em pó

Para a cobertura

– 100 ml de maracujá, separada em polpa e sementes

– 75 gr de açúcar

Modo de Preparo:

Comece fazendo a massa, batendo a polpa do maracujá no liquificador. Não penere ou se preocupe em retirar as sementes, pois elas vão dar a massa uma textura crocante, além de deixar todo o cupcake salpicado por pontinhos pretos. Em uma batedeira misture as gemas, o açúcar e a manteiga até que a mistura fique leve e aerada. Em seguida, com a batedeira ainda ligada, some a farinha de trigo, o fermento e a polpa do maracujá, batendo até a mistura ficar homogênea e com uma cor amarela bem clara. Reserve.

Bata as claras em neve até que fiquem firmes e as acrescente a massa. Como no creme de limão que fizemos para o bolo de limão, é importante seguir a mesma regra: Acrescentar as claras aos poucos, mexendo sempre de baixo para cima com a idéia de incorporar sempre o maior volume possível de ar, o que deixará a massa leve e fofa. Unte pequenas formas individuais com manteiga e farinha de trigo, despeje massa até metade delas…

e asse em forno pré-aquecido a 180 graus até que o clomid online bolo cresça e fique dourado. Para saber se ele já está no ponto, insira uma faca no centro e observa se ela sai limpa e seca. Se sim, o bolo está no ponto. Se não, deixe mais alguns minutos.

Quando os cupcakes estiverem assados, retire-os do forno e espere que esfriem pra que possam ser desenformados com facilidade. Caso eles fiquem um pouco presos, nada de pânico! Solte as laterais com a ajuda de uma faca sem ponta e faça uma pequena alavanca com ela, deslocando o cupcake pra fora da forma.

Enquanto eles esfriam, mande ver na calda.

No liquidificador, bata a polpa até que ela fiquei líquida e lisa. Em uma panela misture-a com o açúcar até que ele se dissolva, aquecendo em fogo alto até ela ferver e abaixando o fogo para o mínimo possível quando atingir esse ponto.

Mexa a mistura de vez em quando, desligando o fogo quando você perceber que ela se tornou uma espécie de xarope. Não deixe a calda ficar muito espessa, pois quando ela esfria fica um pouco mais grossa do que quando está quente. Se ela ficar muito dura, você não vai conseguir confeitar os cupcakes e todo o trabalho vai servir pra nada.

Lembra das sementes que você tirou da polpa? Elas vão servir pra você decorar e dar aquela cara lúdica. Aqueça uma frigideira em fogo baixo e nela, torre as sementes mexendo de vez em quando para que fiquem crocantes e não queimem.

Com os bolinhos já frios e a calda pronta, chegou a hora de fazer a coisa toda ficar com uma cara bonita. Despeje uma colher de calda sobre os bolinhos, tomando cuidado para que ela não fique sobrando ou transbordando.

Calda é gostoso, eu sei, mas a idéia é fazer uma tipo casa de boneca, por isso, não exagere!

Depois de cobertos, salpique as sementes secas de maracujá e priligy online sirva, acompanhando o chá.

Nós harmonizamos o cupcake de maracujá com o Ceylon Pekoe UVA Highlands Highgrown, um chá preto do Ceilão que tem notas de chocolate no aroma e no sabor. O chá casou com maestria os sabores ácidos e adstringentes do maracujá, tornando a combinação sonolenta mais afiada ao mesmo tempo.

Pra quem ficar com vontade de experimentar o Ceylon Pekoe UVA Highlands Highgrown e todos os outros chás que mostrei e vou mostrar aqui, é só ir à Loja do Chá, que fica na Av. Brig. Faria Lima, 2.232, 3° piso – Shopping Iguatemi em São Paulo, de segunda a sábado das 10h às 22h e nos domingos das 14h às 20h. Dúvidas no telefone 3816-5359.

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