De Onde vem os Mangaritos + Mangaritos, Beurre Noisette e Flor de Coentro

Não dá pra deixar de conversar enquanto se come. É impossível. E mesmo que você tente com toda a força e sinceridade, só vai conseguir fazer um bocado de comida gostosa ficam sem graça, e o almoço ou jantar, uma chatice sem muito sentido. Comida é pra se falar, além de comer. Tanto que é só juntar mais de três envolta de uma panela ou mesmo petisco e pronto. O falatório começava. E assunto é o que não falta.

Foi em uma dessas conversas lá em 2009 que eu descobri o mangarito, um tipo de tubérculo que tinha quase que desaparecido, mas que agora, aparecia trabalhado pela chef Roberta Sudbrack no Rio. Escrevi sobre ele na época aqui no blog, deixando também o telefone do Sr. João Lino Vieira que era o responsável por plantar, colher e comercializar os mangaritos.

E não é que agora em 2012 ele viu o que escrevi e resolveu falar comigo? De querer saber qual era a sua história por trás da paixão pelo mangarito e combinar dele me contar isso pessoalmente, foi um pulo.

Foi em uma tarde em que o final do verão fazia tudo fica abafado, embaçado e até um pouco fosco. Dava pra cortar o ar com uma faca de tão empapado, mas valeu a pena. Conversei por horas com esse incrível agricultor que faz tudo por amor, pois acha simplesmente triste demais deixar que uma coisa se perca e caia no esquecimento.

Além de conversar, ele me mostrou o quarto que passa mais tempo, seja escrevendo, falando sobre mangarito ou mesmo lendo, o que dá pra ver que ama.

Mas a surpresa veio mesmo no final da conversa. Ganhei um saco cheio de mangaritos! Pra ficar mais fácil, eles já estava descascados e pronto pra ir pra panela. Só tinha que descobrir a melhor forma de comer (o que eu nunca tinha feito na vida).

Acabei encontrando a resposta olhando pra horta de temperos, que fica na floreira da sala.

Chegando bem perto vi que o coentro tinha florido durante a noite. As idéias começaram a pipocar…

Além de parecer uma porção de buques de casamento de playmobyl, percebi que as flores tem um sabor mais suave que a folha. Ela perfuma o ar da boca quando é mordido, mas não esconde o sabor principal do que você está comendo. Não tinha melhor companhia pro mangarito.

Mangaritos, Beurre Noisette e Flor de Coentro

Ingredientes:

- 3 Mangaritos

- 10 flores de coentro recém colhidas

- 50 gr de manteiga com sal

Modo de Preparo:

Finalmente! Olha aí o Mangarito!

Depois de tirar sua casca com a ajuda de uma faca pequena e bem afiada, você vai perceber que além de muito perfumado, ele é ligeiramente poroso, e por isso, tem uma textura um pouco esponjosa.

Tanto por dentro, como por fora, o mangarito tem uma cor amarelo forte, muito parecida com a de gema de ovo caipira. Por dentro você também consegue perceber que ele é formado por muitas fibras curtas, repletas de água e compactadas uma com as outras.

Pra cozinhar, mas interferir o mínimo possível no seu sabor, decidi fritar cada um dos seus lados por 3 minutos até que ganhasse uma casquinha dourada. Quando ficaram bem corados e soltando um aroma parecido com o de pipoca, apaguei o fogo e deixei na panela. Foi o tempo de fazer o molho.

A beurre noisette é um dos molhos mais simples de se fazer. buy priligy Tem só um ingrediente (manteiga) e tudo que você precisa fazer é tostar a manteiga até que ela ganhe uma cor, aroma e sabor muito parecido com avelã (daí o nome, que no francês significa ao pé da letra, “manteiga de avelã”).

Pra fazer, é só aquecer a manteiga em fogo baixo em uma frigideira. Quando a gordura começar a se separar e a boiar na superfície, é a hora de ficar ligado. A manteiga muda de cor bem rápido, por isso, deixe o fogo baixo e fique com os dois olhos na missa.

Quando ela chegar nessa cor, você já pode desligar o fogo. Também é importante servir o molho na mesma hora, pois o calor garante um gosto de avelã fique mais pronunciado, combinando melhor com o mangarito e o coentro.

Eu montei meu prato desse jeito: um pouco de beurre noisette por baixo, os mangaritos tostados por cima e as flores de coentro. Mas não fique com essa idéia na cabeça ou mesmo faça igual ao meu. Essa á a hora de se divertir! Combine os elementos da forma que você achar mais bonita e sirva.

Os tais Mangaritos

Há algum tempo venho acompanhando propecia online no blog da Roberta Sudbrack o s buy generic propecia online eu entusiasmo e curiosidade sobre o mangarito. Foi recebido no restaurante da famosa chef com a maior das alegrias e de pronto, posto a testes e experimentações dos mais variados. Torrar, secar, cozinhar e o que mais fosse possível com o novo ingrediente.

Para ser sincero eu nunca tinha ouvido falar sobre ele, nem visto nenhum por aí. Imaginava que seria uma fruta ou legume parecido com uma trufa, mas para minha surpresa, o mangarito é algo nosso, completamente brasileiro e que infelizmente está quase desaparecendo.

O Xanthosoma sagittifoliun, nome científico do mangarito é uma planta da família das aráceas e apresenta três variedades com folhas macias como verduras e tubérculos de sabor agradável quando cozidos. O mangarito dedo-de-negro é constituído de muitos tubérculos pequenos, é preto e semelhante a um polegar. Já o mangarito branco tem tubérculos do tamanho de uma noz e de cor clara e os mangaritos roxos são arredondados e castanhos, de coloração purpúrea. As duas últimas variedades são as mais cultivadas e mesmo que o mangarito roxo seja mais nutritivo e contenha mais gordura que o mangarito branco, não é considerado mais saboroso que o último, que produz raízes maiores.

Os mangaritos s levitra online e desenvolvem melhor em regiões de clima quente e em solos férteis e secos. Seu plantio acontece entre os meses de Agosto e Outubro e sua colheita do mês de Maio até Agosto. Ao contrário de outros tubérculos que se conservam por anos dentro da terra, como a taioba, o mangarito deve ser colhido anualmente, já que se deteriora com facilidade.

O único produtor de mangarito que encontrei é o Sr. João Lino Vieira, um sertanejo de origem humilde e criado em uma fazenda de café. Desde criança ele se lembra de quando sua mãe buy clomid online preparava de uma forma muito simples e com os ingredientes disponíveis aquelas “batatinhas” que chamavam de mangarito, o qual nunca saiu da sua cabeça.

Quando comprou um pequeno sítio na cidade de Sarapuí, perto de Sorocaba,  imediatamente começou o cultivo do mangarito mesmo sem ter o conhecimento de como faze-lo. Durante quatorze anos, fracasso depois de fracasso, o cultivo do mangarito foi se afinando. No ano de dois mil e um, com o cultivo a pleno vapor, João teve a idéia de anunciar sua produção no suplemento agrícola no Estado de São clomid online Paulo, que para a sua surpresa teve uma avalanche de interessados no tubérculo, tanto para consumo como também para plantio.

Os mangaritos podem ser conferidos no restaurante da Roberta Sudbrack no Rio, em uma versão bastante interessante de ravióli de mangarito, o qual foi servido nos últimos dias ao grande maestro indiano Zubin Metha, que pediu para repetir o prato.

Para encomendar mangaritos – o que eu sugiro que você faça logo para conseguir algum – basta entrar em contato com o Sr. João Lino Vieira, através do telefones (11) 5561- 0120 ou (11) 7152-6585

Aqui em São Paulo não vi ninguém ainda aprontando nada com os mangaritos…Na verdade não conheço ninguém que tenha coloca as mãos neles…Quem será o primeiro?

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