Couz-couz de Fubá com Lulas e Ratatouille

Marmita, quentinha, bóia-fria…Tem coisa mais gostosa que comer a comida da nossa casa em qualquer lugar?

Eu adoro. Sempre quando cozinho a noite depois do trabalho, faço uma quantidade maior do que vou comer só pra sobrar e poder levar o resto pro trabalho no dia seguinte. No dia em que comi, preferi ela fria como uma salada bem rica, mas se você preferir pode esquentar um pouquinho, fica muito gostosa também.

Couz-couz de Fubá com Lulas e Ratatouille

Ingredientes:

– 3 cebolas roxas grandes

– 6 dentes de alho

– 1 pimentão vermelho

– 1 pimentão verde

– 1 pimentão amarelo

– 1 abobrinha grande

– 1 berinjela grande

– 500 gr de lulas (só o corpo, sem os tentáculos)

– 150 gr de couz-couz de fubá

– Cebolinha a gosto

– Vinagre balsâmico a gosto

– Sal a gosto

– Pimenta do reino moída na hora a gosto

– Azeite extra-virgem a gosto

Modo de Preparo:

Antes de tudo e propecia online qualquer coisa, comece cozinhando o couz-couz. Mostrei aqui no blog como é que se faz esse processo, mas se você não lembra não tem problema, só dar uma olhada aqui. Com 150 gr de couz-couz cru, você vai buy clomid ter em torno de 300 gr dele cozido, o que dá uma boa proporção pra integrar a receita. Com ele cozido, reserve.

O próximo passo é o Ratatouille. Em uma panela grande aqueça uma boa quantidade de azeite. Descasque e corte as cebolas roxas em fatias médias e mande pra dentro da panela.

Uma chiação das mais gostosas vai começar e aquele cheiro de cebola fritando que você usaria como perfume vai se espalhar pela casa toda. Mexa a cebola até que ela comece a ficar translúcida e macia, acrescentando em tal ponto o alho.

Como sempre digo por aqui, não pique demais o alho ou ele vai queimar com mais facilidade e amargar a receita. Nesse caso eu preferi cortar em fatias finas, assim elas liberam o seu sabor aos poucos e você pode senti-las quando for comer. Vá mexendo a panela de vez em quando não deixando que grude no fundo, já que a parte queimada amargaria a receita e estragaria todo o seu lindo trabalho.

Retire as sementes dos pimentões e corte-os em fatias finas e acrescente a panela. Primeiro o vermelho, depois o amarelo…

E depois o verde

Você agora deve estar olhando pra panela e pensando:  “Cacete, a panela tá quase transbordando e ainda tem muita coisa pra colocar, isso não vai dar certo”.

Vai sim rapaz, calma! O que você precisa fazer e cozinhar os pimentões até que eles murchem e se tornem uma massa colorida e perfumada que vai abraçar a cebola e o alho. Abaixe o fogo até o mínimo e espere que os pimentões percam parte do seu volume, mexendo a panela de vez em quando.

Quando eles chegarem nesse ponto, é hora de entrar com o resto dos ingredientes. Acrescente a abobrinha cortada em cubos pequenos…

Seguida do berinjela, também em cubos pequenos.

Cozinhe os dois vegetais da mesma forma que o pimentão: Em fogo baixo e mexendo de vez em quando. Nessa hora a receita pode perder um pouco de líquido já que a berinjela funciona como uma esponja, absorvendo todos os líquidos que estão na panela. Não precisa ficar aflito nem ir correndo acrescentar mais azeite a receita, já que grande parte desse líquido vai sair de novo da berinjela quando ela estiver cozida, dando aquela textura cremosa e somando sabor a receita. Se mesmo assim você quiser ele mais molhadinho – eu prefiro assim – acrescente mais azeite, mas por favor, vá com calma!

Depois de 10 à 15 minutos cozinhando, você vai ter algo mais ou menos assim…

Sendo o ratatouille um prato típico da Provence na França, nada melhor do que temperar com algumas ervas de Provence. Se você não as tiver, não tem problema, é só colocar um galinho de alecrim, um de tomilho, um de mangerona, um de manjericão e uma folha de louro que o resultado é o mesmo.

Acerte o sal e pimenta do reino moída na hora e mais nada, está pronta a primeira parte.

Agora é hora das lulas! Corte-a em pequenos anéis de aproximadamente 1 cm de largura, tempere com sal e pimenta do reino moída na hora…

Aqueça um frigideira com um fio de azeite e frite-as rapidamente. Quando eu digo rapidamente, é rápido mesmo! Demora cerca de 30 segundos pra que elas fiquem macias e tenras. Se você cozinha-las demais elas vão ganhar a textura de chiclete e vão estragar todo o trabalho que você teve até agora. Por isso, atenção!

Junte então o ratatouille as lulas…

Misturando por último com o couz-couz que a essa altura já deve estar frio. Corte a cebolinha em fatias finas e some, misturando bem todos os ingredientes.

Acerte mais uma vez o sal e a pimenta do reino moída na hora e regue com uma boa quantidade de azeite, colocando dentro da marmita que você vai usar.

Ficou faltando só a soneca depois do almoço.

A Primeira Harmonização de Chá com Quitutes Que Se Tem Notícia – Parte I

- Ela tem um blog de chás.

– Como assim? Ela fala só sobre chá?

– Isso, é uma coisa que você precisa conhecer. Ela caça e vai atrás de todo tipo de chá e fica provando em casa. Mas é daqueles soltinho, não do de saquinho que você compra pronto.

Nunca pensei que alguém já tivesse tido essa idéia, mas por sorte e graças a são Benedito, ela já tinha brotado na cabeça de alguém.

Dias mais tarde, com o endereço do blog fiquei conhecendo o incrível Rota do Chá, que falava tudo sobre infusões e detalhes bastante específicos da bebida preferida dos chineses. Lia, lia, lia…Quanto mais eu lia, mais eu pensava em qual tipo de quitute (bolinho, torta, biscoito) combinava melhor com os chás, até que me veio a idéia: Eu nunca vi uma harmonização de chá das 5, porque não fazer uma? Escrevi pra Hanny – a dona e mestre no assunto – e propus a idéia, que foi abraçada de primeira. Chamei as amigas Leonora de Mauro do Foie Gras Literário e a Larissa Januário do Sem Medida pra darem uma mão nas receitas que íamos preparar e devorar. Claro, porque mandar pra dentro um chá das cinco completo de uma só vez requer, além de um apetite de refugiado, boa companhia e muitas risadas.

Fizemos no total seis quitutes – que não vou falar quais são – harmonizamos com seis chás – que não vou falar também quais são – e reunimos tudo numa fria e cinzenta tarde de domingo. Nas próximas semanas você confere aqui no Chef-à-Porter e no blogs das geniosas meninas acima, como foi o nosso encontro e claro, o que acharam da comilança.

Uma das harmonizações que fizemos nesse dia foi uma broa de fubá caseira, que ficou muito bem acompanhado pelo incrível Lapsang Souchong, um chá preto chinês defumado, muito aromático e com um bouquet incrível de madeira tostada e chocolate.

Broa de Fubá
Ingredientes:

– 500 gr de farinha de trigo

– 250 ml de água

– 40 de fermento biológico

– 10 gr de sal

– 75 gr de açúcar

– 25 gr de manteiga em temperatura ambiente

– 2 ovos inteiros

– 1 colher de sopa cheia de semente de erva doce

– 150 gr de fubá

– 100 gr de queijo meia cura ralado

Modo de Preparo:

Fazer pão em casa é uma das poucos – se não a única – que eu gosto de fazer quanto estou meio puto com alguma coisa. Não porque você pode fazer de qualquer jeito, mas sim porque quanto mais você socar e amassar a massa do pão, mais leve e aerada ela vai ficar.

Em uma vasilha grande, misture todos os ingredientes secos.

Aqueça a água até que esteja morna – entende-se morna que você consiga colocar e manter o dedo dentro dela sem se queimar – e junte a ela o fermento biológico. É muito, muito, muito importante que você não deixe a água quente demais, já que a alta temperatura mata os microorganismos do fermento, o que não faria o pão crescer, mas sim virar uma lástima. Junte então os ovos, a manteiga e misture até que a massa quando prensada com as mãos, fique compacta, mas se desfaça ao toque.

Continue misturando com vigor (lembra do filho da puta do seu chefe? Essa é uma boa hora pra pensar nele) até obter uma massa uniforme, mas um pouco grudenta.

Retire-a da vasilha e coloque sobre uma bancada.

Sove a massa fazendo o seguinte movimento: Com a palma da mão traga a massa até você…

E empurre para a direita…

Repita o mesmo esquema usando a outra mão, dessa vez para a esquerda. Com o tempo você vai começar a pegar a manha e conseguir fazer com velocidade…esquerda, direita, esquerda, direita…

Coloque força no processo, pense em coisas boas – ou não – mas mantenha esse ritmo por cerce de 20 a 30 minutos, até que a massa fique bem elástica e lisa.

Coloque a massa sobre um prato e cubra com um pano limpo, deixando descansar por uma hora, até que ela dobre de volume

Com muita delicadeza corte a massa em quatro partes, sove mais uma vez cada uma por 10 minutos e deixe descansar novamente por mais uma hora, coberta com o pano limpo. Quando estiverem grandes e leves  – elas crescem mais ainda! – forre uma assadeira com papel manteiga e coloque os pedaços de massa sobre ele. Asse me forno pré aquecido a 180 graus por 25 a 30 minutos ou até que você espete ele com um palito e ele saia limpo. Sim, pasme, é como um bolo!

É legal você reservar uma assadeira por pão, milf porn pois eu coloquei todas juntas e elas apesar de crescerem, grudaram uma na outra.

Cubra com fubá enquanto ainda estão quentes…

E as sirva ainda quente, acompanhada de manteiga ou geléia.

Pra quem ficar com vontade de experimentar o Lapsang Souchong e todos os outros chás que vou mostrar aqui, é só ir à Loja do Chá, que fica na Av. Brig. Faria Lima, 2.232, 3° piso – Shopping Iguatemi em São Paulo, de segunda a sábado das 10h às 22h e nos domingos das 14h às 20h. Dúvidas no telefone 3816-5359.

Qual será o próximo?

Feira Andina

Domingo, clomid online dia se sair pra rua.

Não que nos outros dias não sejam, mas domingo tem toda aquela coisa de acordar tarde, ir tomar café na padoca, voltar pra casa e começar a pensar o que fazer. Ir pegar um sol na piscina do Pacaembu? Pic-nic em algum parque da cidade? Ou começar a beber com os amigos já que não era tão tarde assim?

Pensando mais no meu estômago e menos em torrar ao sol,  se empanturrar de cerveja ou ver meus quitutes serem atacados por formigas artroses, resolvi ir a um lugar que queria visitar fazia tempo: A feira andina do bairro do Parí. Pra você que está surpresa com à noticia se perguntando “como assim feira andina? Isso existe em São Paulo?” eu lhes digo, sim, ela existe! Fica em uma praça chamada Kantuta , que não é nada difícil de achar pertinho da estação Armênia do metrô. Tudo muito bem organizado e limpo, com música típica tocando o tempo todo e muita gente com a mesma idéia: aproveitar o dia de sol, dar risada e comer e beber coisas boas sem se preocupar com nada.

Com o mesmo espírito me pus rumo à feira, mas um pouco ressabiado. Quando vou a feiras  tenho vontade de comprar tudo que vejo. Pra não acabar falido e com dezenas de sacolas com coisas maravilhosas mas que vão estragar antes que consiga provar todas, uso a mesma técnica daquelas feiras livres de bairro: dou uma percorrida por todas as barracas vendo o que cada uma tem de mais legal e depois faço minhas compras com a consciência tranquila, comprando só que achei mais interessante.

Antes de começar a me esbaldar com o que a feira tinha de melhor, levitra online fui provar a raspadinha mais old school que eu já ví. Era feita em uma máquina daquelas de vó mesmo, bem antiga, mas muito bem conservada.

Old School raspadinha

Old School raspadinha

O gelo era moído na hora na sua frente e tingido com uma quantidade absurda de groselha.  A Vivi, grande amiga cozinheira não ficou atrás e pediu uma também. Saímos os dois felizes da vida, tingindo a cara de vermelho que nem criança pequena.

Groselha!

Groselha!

Andando e se lambuzando fui direto pra barraca dos pães, todos fresquinhos, muito bonitos e parecidos com nossas broas de fubá, pois são feitos de milho. Já a textura é um pouco diferente, são mais firmes e não tão aerados, mas garantem um ótimo pão com manteiga, que já andei aprontando lá em casa.

Pão de milho

Pão de milho

Em uma barraca mais pra frente, encontrei dois produtos bem tradicionais dos Andes, que não fazia idéia nem que existiam.

O primeiro de chama papaliza, que parece uma batata, mas não é. Tem um alto valor nutricional e é rico em vitamina c, além de um grande poder cicatrizante, sendo indicado ao tratamento de lesões da pele e da acne.  Cultivado nos altiplanos de países com Bolívia, Peru, Colômbia e Equador a mais de 2.800 metros de altitude, pode aparecer  ocasionalmente em vales de países como Chile ou Argentina. Cresce sem problemas em ambientes gelados e secos, como também em solos secos, ácidos ou arenosos. Seu cultivo se dá preferencialmente em solos negros, com grande quantidade de fertilizante.

Papaliza

Papaliza

O segundo era milho, só que esse era negro, uma buy generic propecia online das coisas mais esquisitas e legais que vi nos últimos tempos. A moça da barraca falou que aquilo não era nada. Na Bolívia – onde ela nasceu e cresceu – existe milho das mais variadas cores, não sendo nenhum resultado de manipulação botânica ou genética.  Achei tão legal que comprei um pó de milho roxo – que é uma das outras variedades – pra fazer um mingau. Imagino que vá ficar algo como um cremogema mutante, mas não vejo a hora de provar.

Milho negro

Milho negro

No final não podia deixar de fazer uma parada pra comer alguma coisa. Já tinha visto uma barraca de salteñas que estavam lindas, douradinhas e com um cheiro de atrair a quilômetros de distância. Ficavam todas juntas dentro de uma estufa que mais parecia um carrossel-televisão-de-cachorro. Não tinha como não provar.

Carrossel!

Carrossel!

Comecei com uma de frango que estava uma estupidez de tão gostosa. A carne muito bem desfiada e temperada, com todos os ingredientes dela cortados de forma igual, bem pequenininhos. Dava pra ver aque era um trabalho de alguém que realmente ama fazer aquilo. Além de tudo estava abarrotada de recheio e a massa de uma leveza e finura sem igual.

De frango...

De frango...

Como era impossível comer só uma mas já estava satisfeito, dividi com a Vivi uma de carne de porco que também estava perfeita. Recheio em abundância e ótimo tempero, repletos de amor e atenção.

E de porco

E de buy priligy porco

A barraca em questão – que você deve ir comer quando aparecer por lá – se chama Salteña Los Camporales, da simpática família de mesmo nome que prepara e serve as mesas, sempre com bom humor e simpatia.

Se você for lá, procure!

Se você for lá, procure!

E foi isso. Só faltava me arrastar pra casa, me deitar e aproveitar o resto do domingo vendo um filme ou ouvindo música. E assim a vida vai.

Feira Andina

Praça Kantuta , s/n – Pari

Pertinho da estação Armênia do metro. Junção entre a Rua das Olarias e Pedro Vicente.

Começa ao meio-dia e vai até o final da tarde.

chefaporter.com.br | powered by WordPress with Grace Comunicação