Bochecha de Garoupa

“E garoupa tem bochecha?” Você pergunta.

Sim! E das boas!

Claro que não estamos falando propriamente de uma bochecha de bochechar, prender a respiração ou rir sem parar. Mas daquela carninha, daquele travesseirinho suculento, localizado bem no suvaco do peixe, que se preparado do jeito certo é tão bom quanto a própria garoupa.

A bochecha fica na parte de baixo do peixe, onde a cabeça acaba.

Olhando assim não dá pra entender nada… 

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Mas com uma faca bem afiada e muito carinho, puxando e cortando aqui e ali, você retira inteirinho um mini filé de peixe de textura única.

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Preparei a bochecha buy priligy fritando a pele pra que ficasse beeeeeeeem crocante

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E juntei com um punhadinho de arroz vermelho cozido no ponto e frito na manteiga. Isso ajuda o arroz a liberar um sabor amendoado incrível, uma cor vermelha mais escura e um aroma bem pronunciado.

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Preparei também um molho de laranja com especiarias, que fiz reduzindo um litro de suco de laranja com um pedaço de canela em pau, um anis-estrelado, três cravos da índia e cinco grãos de pimenta do reino preta. O molho vai estar no ponto, quando cobrir “as costas” de uma colher de sopa, não escorrendo. Resumindo, o molho tem que ficar agarradinho formando aquela cobertura LINDA e bem brilhante.

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Nessa hora, coe para retirar as especiarias e deixe esfriar. O molho fica mais gostoso um pouquinho mais frio, ainda morno.

Aproveitei que o coentro da nossa horta tá florescendo que é um espetáculo e usei algumas folhinhas novas e suas flores. Elas têm um sabor mais potente e picante.

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Com todo mundo pronto foi só montar o prato.

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Quando eu era pequeno eu comia: Trilha, Lentinha, Purê de Cará

Por ser de uma família onde todo mundo, e eu digo todo mundo mesmo, nasceu no litoral do estado de São Paulo, mais especificamente em Santos, não é de suspeitar que minha primeira descoberta gastronômica (a primeira que eu me lembro, pelo menos) venha do mar. Claro que uma lembrança exata, precisa, com troca de diálogos e percepções mais profundas, eu não tenho. Afinal, eu era uma criança. Minha maior preocupação era saber qual seria o próximo episódio do esquadrão classe A.

O que ainda está na minha cabeça é o seguinte: Estava brincando com alguns amigos na praia, naquela parte onde o mar encontra um morro, e por consequência, uma área cheia de pedras. Em cima de uma dessa pedras, tinha um homem que olhava fixamente pra algum lugar, que eu não consegui enxergar.

Quis descobrir o por que daquilo e sem pensar muito, comecei a subir nas pedras chegando até onde ele estava. Vi que ele olhava pra um tipo de piscina natural que se formava com a água do mar. Conforme o mar vinha, o buraco enchia. Quando a onda voltada, esvaziava, deixando a mostra paredes forradas de espinhos.

Com uma habilidade tremenda, em um dos intervalos em que o mar voltava, o homem pulou dentro do buraco com um balde e com a ajuda de uma espátula, tirou dois bolos de espinhos pretos, os colocando direto dentro do balde. Na sequência, subiu correndo as pedras e aproveitou a onda que voltava pra encher o balde de água com mar.

Fiquei olhando praquilo tudo sem entender nada. Mas continuei alí.

Depois, também com muito jeito, ele tirou uma das coisas de dentro do balde, virou de ponta cabeça e começou a bater com uma colher, quebrando um tipo de capa e revelando uma carne de cor forte e meio gelatinosa. Ele enfiou a colher e me ofereceu. Em um impulso, coloquei a colher na boca.

Era salgado como o mar, meio geladinho e lembrava gelatina.

Era Ouriço.

Depois daquilo vieram muitas outras coisas. Claro que não me lembro o nome de todos os meus favoritos, mas os que mais faziam sucesso segundo minha mãe eram: Moela com salsinha, fígado com cebola e quiabo, galinhada, arroz com feijão, carne moída, suflê de espinafre, pão feito em casa, pudim de leite…e por aí vai.

Mas a que eu mais gosto, e faço até hoje, é essa receita:

Trilha, Lentilha e Purê de Cará

Ingredientes:

– 2 Trilhas grandes

– 400 gr de lentilhas

– 150 gr de bacon

– 1 cebola grande

– 3 dentes de alho grandes

– 2 carás médios

– 300 ml de leite

– 50 gr de manteiga

– 50 ml de azeite de oliva extra virgem

– Sal a gosto

– Pimenta do reino moída na hora a gosto

– Nós buy clomid moscada a gosto

Modo de Preparo:

Trate primeiro das lentilhas. Escolha um pedaço de bacon que tenhu uma boa proporção de carne e gordura.

Pique então em cubinhos. Nessa parte, é importante que você mantenha um certo padrão no tamanho, senão, parte do bacon pode cozinhar em um tempo diferente e ficar um pouquinho torrado e amargo.

Daí é só propecia online picar a cebola e os dentes de alho e já está tudo pronto pra começar. Dessa parte, é tudo um pulo.

Em uma panela média, frite o bacon até que grande parte da gordura tenha derretido e a carne tenha ficado bem crocante. Aproveita a gordura e frite a cebola e o alho ao mesmo tempo. Quando o alho ficar bem dourado…

Junte as lentilhas, misture tudo…

E cobra com água.

Quando toda a água tiver secado, as lentilhas vão estar com um leve caldinho entre tod milf porn os os grãos, sem ficar boiando no caldo.

Lentilhas a caminho. O próximo da lista é o Cará.

Pra você que nunca viu ou mesmo ouviu falar esse tubérculo (o que eu lamento de verdade) vamos as apresentaçãoes.

O Cará é uma variedade de Inhame, de forma redonda e de cor escura. Pode ser preparado assado, cozido, frito e até mesmo como doce, em forma de mingau.

Pra fazer o purê: Tudo que você tem que fazer e descascar o Cará e o colocar de molho em água logo em seguida. Isso faz com que ele não escureça e fique sempre branquinho, resultando em um purê mais claro e bonito. A água também ajuda a retirar um pouco daquela baba gosmenta que ele buy levitra solta, enquanto e descascado.

Junt buy clomid online e então em uma panela o leite, nós moscada a gosto ralada e o Cará cortado em pedaços médios.

Um truque: O Cará, diferente da batata, não fica mais leve e aerado conforme é batido, mas sim uma cola, um grude tremendo, impossível de ser comido. Por isso, nunca, jamais, use um mixer ou fuet para fazer o purê. Tudo que você tem que fazer é cozinhar até o ponto certo- nem muito macio, nem desmanchando – e amassar usando um garfo, junto com a manteiga, temperando com sal e pimenta do reino moída na hora. Só! Se ficar alguns caroços no meio, tudo bem.

Trilha! Você já comeu?

Muita gente não faz idéia da existência desse peixe de no máximo 15 cm, que além de barato (nunca vi por mais de R$ 10.00 o Kg) tem uma carne extremamente saborosa e delicada.A trilha é pescada em alto-mar e é perfeita pra se fritar, como também para ensopados e cozidos.

Além disso suas escamas são lindas, cobertas de pintas azuladas bem pequenas, que parecem aquarela.

E perfeitas pra uma técnica simples, mas bem foda: Transformar a pele do peixe, em algo parecido como um torresmo marinho.

Isso é possível porque as escamas da Trilha são bem pequenas. Como?

Seguinte: Tudo que você vai precisar é de uma frigideira anti-aderente bem quente e um fio de azeite oliva extravirgem. Aqueça a frigideira até que ela fique bem quente. Em seguida, tempere o peixe com sal e pimenta do reino moída na hora a gosto, colocando o lado da pele pra fritar.

Abaixe então o fogo até o mínimo e fique de olho. O “torresmo” vai estar no ponto quanto a carne do filé estiver branquinha e firme na parte de cima, e a parte das escamas, crocante, dourada e toda pipocada na parte de baixo.

Sirva o peixe enquanto ele ainda está bem crocante, acompanhado das Lentilhas e do purê de Cará.

E o melhor: Quando você é criança, é só pedir!

Tsukiji: Onde Tokyo Compra Peixe

Me lembro da primeira vez que comi alguma coisa que vinha do mar. Chamo de “alguma coisa” porque na época não sabia o que era, e na verdade, não tinha muito interesse em descobrir. Só me importava nas colheradas que vinham, uma atrás da outra, sempre com muito limão.

Era gelado, meio líquido e tinha um gosto doce de água do mar. Era ouriço. E eu tinha gostado. Muito.

Quem me ofereceu a primeira dose e foi responsável por me deixar viciado desde então nessa deliciosa criatura espinhuda, e em tudo que vem debaixo da água salgada, foi um senhor que eu ficava olhando perto das pedras da praia. Cada dia em um lugar diferente, ele andava de lá pra cá usando só uma espátula e muita habilidade pra tirar o bicho pra fora da toca, entre uma onda e outra. Depois era só sentar na pedra, abrir a casca, temperar com limão e mandar pra dentro. Um houvre d’oeuvres sempre a mão, pra que tivesse disposição e soubesse o que estava fazendo.

Dai pra frente a coisa só tomou uma proporção maior. Fui passando a devorar dúzias de ostras e mariscos lambe-lambre, recheados de arroz, salsinha e alho, martelando e abrindo caminho entre cascas de caranguejos ensopados ou me aventurando em um prato de Fugu, dessa vez já bem crescidinho. Com o tempo, passei até a preferir peixe do que carne vermelha. Só não consegui gostar mais do que porco. Ai é sacanagem.

Também comecei a gostar muito de ir comprar peixe, conhecer sua personalidade, características e também a conversar com que trabalha com ele, todos os dias. Foi no meio de uma conversa dessas que me contaram sobre um leilão de atuns que acontece no Japão. Fuçando um pouco atrás desse história, acabei descobrindo o Tsukiji, o maior mercado de pescados do mundo, e que por incrível que pareça, fica espremido em um cantinho de Tokyo.

Pra ter uma noção de buy propecia online como o mercado funciona, seus horários obscenos de trabalho, ver um leilão de atum ou mesmo um peixeiro cortar um atum usando uma espada (sem sacanagem nenhuma), só dar uma olhada no vídeo.

Uma observação: Reparem como tudo é imaculadamente limpo e organizado, a ponto de você poder almoçar no chão.

Será que um dia a gente chega lá?

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