Você já provou? Fava de Aridan + Crème brûlée de Fava de Aridan

Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ainda mais quando você não faz idéia do que seja uma fava de Aridan:

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De cara você não dá nada, mas esse é um ingrediente dos mais incríveis, apesar de parecer um trabalho de hippie de praia.

Descobri esse incrível ingrediente com o chef do Grande Hotel São Pedro – Hotel Escola Senac, Jorge da Hora, que me envio de presente através da minha mulher que passou o fim de semana por lá. Fiquei feliz demais de receber algo não só único, mas também do lugar onde me formei cozinheiro. Tantas lembranças boas de quando eu trabalhava como um jumento, na cozinha do próprio hotel. Doces 14 quentes e úmidas horas, durante as férias de verão e inverno, soterrado por caixas e mais caixas de tudo que existe no mundo.

Voltando a fava: Fiquei pensando como usar aquilo. Porque convenhamos: Não tem uma cara boa e não parece de comer.

Tentei cortar: Duro demais.

Tentei morder: Duro demais.

Só sobrou ralar. E foi aí que a farra começou.

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A fava quando ralada em pequenas lascas, libera um aroma que eu nunca tinha sentido em lugar nenhum: Uma mistura muito delicada e bem equilibrada de banana passa, caramelo e baunilha. Coisa fina que cresce no quintal.

Tendo uma idéia de como usar, ficou fácil de escolher o que fazer. Imaginei que seria o ingrediente perfeito pra uma sobremesa delicada, como um crème brûlée. Esse com ar tupiniquim

O crème brûlée é uma receita que já apareceu aqui no blog. Por isso, se você ainda não sabe como fazer essa gostosura em casa, é só clicar aqui e seguir o passo a passo.

Tendo essa receita em mente, e seguindo exatamente os mesmos passos, a única substituição que você deve fazer é colocar no leite, cerca de uma colher de sopa da fava de Aridan ralada em ralo médio, no lugar da fava de baunilha. Só isso.

 O resultado?

Como vocês podem ver, é um crème brûlée de casquinha fina, dourada, e que se quebra como um espelho, revelando o creme de cor âmbar. O sabor é sem tirar nem por, o mesmo que você sente no cheiro: Uma combinação delicada, mas lotada de sabor de banana passa, caramelo e baunilha.

Mais um ingrediente formidável, na prateleiras de descobertas do nosso país.

Se você não tem esse espetacular ingrediente em casa, ou mesmo está com preguiça de cozinhar, que tal chamar o Chef à Porter? Realizamos jantares e eventos personalizados, pra você só ter um trabalho: Aproveitar!

É só entrar em contato com a gente, clicando aqui.

Dieta é uma merda e você deve enganar: Creme de chocolate, bacon e suspiros

Vamos imaginar que você acordou cedo todos os dias, foi até o parque e caminhou, por mais de uma hora, naquele friozinho perfeito do começo da manhã, desejando, de verdade, estar em casa embaixo das cobertas dormindo e sonhando feliz. Depois comeu meio, meio! mamão, um copo de leite e pronto. Foi enfrentar o mundo com isso na barriga.

No almoço, traçou bife de berinjela, uma saladinha de folhas e uns tomates confits (a melhor refeição do dia) e depois, mais a noite, comeu uma sopa de alho poró com azeite, torradinhas de pão caseiro, uma taça de vinho e foi pra cama, sonhando com alguma coisa entre uma feijoada e um sanduíche de rosbife.

É meu chapa…Dieta não é fácil pra ninguém. Eu sei que é importante manter a forma, não morrer de derrame antes dos 50, mas também é, se não mais importante, enganar a dieta de vez em quando. Eu digo isso porque, cá entre nós, essa história de fazer um regime extreme fucking hardcore não faz o menor sentido. Você precisa comer gordura, açúcar e todas aquelas coisas que fazem a comida ser, enfim, comida. Seu corpo pede isso.

Mas de vez em quando, pelo bem estar social e psiquico das pessoas que estão a sua volta e seu, você deve se jogar nos braços do brigadeiro, no x-salada do seu Osvaldo e claro, no bacon, esse amigo de todas as horas. Se não, tenho certeza absoluta (e eu já vi acontecer), você vira um tremendo de um pentelho(a).

Aqui em casa, fiz uma sobremesa master arregaço, que sozinha, matou minha vontade de bacon, chocolate e otras cositas mas.

Sei que vocês vão achar a receita esquisita – larica eu sei que é – mas pode ir na minha, que você passa de ano. A combinação fica fodástica.

Creme de chocolate, bacon e suspiros

Ingredientes:

– 200 gr de chocolate meio amargo

– 50 gr de creme de leite fresco

– 5 tirar de bacon

– 100 gr de suspiros

Modo de preparo:

É isso aí: chocolate, bacon, milf porn suspiro. Tudo junto.

Primeiro ele, o bacon! Em uma frigideira média, em fogo alto, coloque para fritar as tiras até que fiquem douradas.

Primeiro de um lado…

Depois do outro.

Deixe o bacon escorrer sobre algumas folhas de papel toalha, até que fique bem sequinho. Reserve.

Agora o chocolate. Derreta ele em banho maria, até que fique macio e brilhante.

Junte então o creme de leite e mexa bem, até que o chocolate ganhe uma textura leve e cremosa.  Reserve.

Por último os suspiros. Eu usei esses propecia online que comprei pronto e adoro, mas se você quiser, pode fazer os seus próprios.

Agora é só montar o chepa.

Primeiro os suspiros, levemente quebrados

Dep levitra online ois o chocolate.

E pra coroar o bacon.

Daí é só repetir a ordem, fazer mais uma camada e pronto.

É, vou confessar que podia ter caprichado mais na apresentação, eu sei.

Mas imagine alguém que não comer açúcar a 15 dias fazendo isso?

Mesa SP : Mesa Tendências 28/10

E continua!

Começando o segundo dia do Mesa Tendências, fui espiar a palestra de dois cozinheiros que fazem na minha opinião um dos trabalhos mais importantes para a gastronomia brasileira atual, a valorização e exaltação dos nossos ingredientes mas com uma cara um pouco diferente daquela feita pela nossa mãe.

A dupla Ana Luiza Trajano do Brasil a Gosto  e  Rodrigo Oliveira do restaurante Mocotó,  mostr clomid online ou todas as variações que podem existir na cura de carnes, ou a popularmente conhecida “carne-seca”. Vou dizer que fiquei bastante intrigado em saber que não é tudo a mesma coisa e que pensar isso é um sacrilégio, pois são diferentes em métodos de preparo, cortes de carne utilizados e diferenças de cura, além das diferenças culturais. É tão absurdo que seria como dizer que todo mundo que nasce no nordeste é baiano.

O que faz a carne-de-sol ser diferente do charque, é a mesma coisa que diferencia o sotaque de um alagoano de um pernambucano: As pequenas diferenças. Visse!?

A carne-de-sol é preparada com os cortes traseiros e o lombo do boi, tem um teor de sal de 5% e uma umidade de 70%, com uma validade máxima de três dias, já que nela a quantidade de sal é bastante baixa. Já o charque que é preparado a partir de cortes dianteiros do boi, possui 15% de sal, 45% de umidade e uma validade bem maior, de 180 dias. Além dessas duas variedades bem conhecidas por aqui, temos o Jerked Beef, que são aqueles palitinhos de carne embalados a vaco vendidos em supermercados, muitas vezes de procedências estrangeira. São preparados com peças inteiras de carne, tendo um teor de sal de 15% e uma umidade de 55%, mas também sendo validos por 180 dias.

Depois de explicarem muito bem a coisa toda, Ana Luiza Trajano mostrou como a coisa toda funcionava na prática. Fazendo cortes profundos em uma peça de carne e abrindo-a na forma de uma manta, demonstrou o processo de cura e como aquilo poder ser feito na nossa própria casa. É um pouco trabalhoso, vou confessar, mas foi bacana saber como se faz. Qualquer dia ainda tento.

Depois das explicações e demonstrações sobre as técnicas, os chefs prosseguiram levantando uma buy priligy questão que sofro muito quando cozinho: A dificuldade de se obter produtos tipicamente brasileiros em nosso próprio país. Pode parecer incrível para quem está lendo, mas acredite, é real. É mais fácil você conseguir uma trufa de Alba do que um bom litro de tucupi, sendo que na maioria das vezes o próprio governo é responsável, pois não tem uma legislação para a comercialização dos nossos produtos e a consciência de que uma agricultura familiar bem implantada e organizada poderia ser a fonte de renda de milhões de brasileiros e uma possível solução para nossa desigualdade social. Acorda Lula!

“Queremos comprar tucupi com a mesma facilidade que se compra vinagre balsâmico”, disse Rodrigo ao final da apresentação, provocando um alvoroço na platéia.

Passada a cozinha brasileira, começou em seguida uma das aulas que eu mais esperava entre toda da Mesa SP. Jordi Roca e suas sobremesa doEl Celler de Can Roca . Entre suas estripulias, Jordi desenvolveu uma técnica na confeitaria do restaurante para dar sabor as suas sobremesas utilizando fumaça. É uma técnica incrível e completamente sinestésica, já que você vai comer uma coisa que sabe buy clomid exatamente o que é, mas é surpreendido por um sabor que você só tinha cheirado antes.

Seguindo essa linha, a sobremesa da noite foi uma “Viaje a Habana”, que consistia em um canudo de chocolate recheado de um creme leve de baunilha.

Nada de muito inovador, a não ser que o creme de baunilha antes foi empesteado com uma espessa fumaça de charuto. Usando uma bomba de ar inventada pelo pai de Jordi que consistia em algo parecido com uma bexiga ligada a dois canudos, um charuto foi preso já aceso a um dos canudos e através da ação da bomba, a fumaça saia pelo outro canudo. Explicada a geringonça, Jordi se pois a lançar nuvens e mais nuvens de fumaça sobre o creme de baunilha que era preparado na batedeira, garantindo um sabor de Havana a preparação. Em seguida com a ajuda de um papel-manteiga, Jordi fez um canudo de chocolate clássico o e recheou com o creme esfumaçado.

Em seguida a brincadeira começou a tomar forma. Misturando açúcar com um corante negro, criou uma “fuligem” que dava a impressão de serem as cinzas do charuto. Tapando uma das pontas do canudo de chocolate com as “cinzas” de açúcar e a outra com chocolate, mais um cinzeiro – isso mesmo, a sobremesa é servida nele – se tem a impressão de que o desfecho da refeição é algo que não é de comer, mas na verdade é. Só fico imaginando o sabor, se é interessante se comer algo com gosto de charuto, mas enfim.

E no segundo dia foi isso. No último tem a fenomenal Roberta Sudbrack, Alex Atala e suas invencionices brasileiras e o francês Olivier Roellinger, direto da Bretanha.

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